Se o Vitória tivesse pouca expressão no futebol baiano, seria rebaixado?

A melhoria da sociedade passa pelo rigor e pela punição às transgressões às leis

Texto: Fernando Julio Silva

O colunista compara a punição ocorrida na Turquia ao jogador Fernandão pela dança de muito mal gosto (VEJA AQUI). Mas pelo que foi visto, lá nenhum adversário partiu para agredi-lo e acho que sua punição não foi promovida pelo árbitro. A dança feita pelo Vinicius, repito de muito mal gosto, é prática comum na cultura brasileira (infelizmente), muitas vezes transmitida pelas próprias TVs sem causar nenhum alvoroço (Ah! O futebol é coisa séria. kkkkk). Essa mesma cultura que aceita algumas letras de músicas, especialmente de alguns funks (nada contra o ritmo, apesar de preferir outros) também de péssimo mal gosto.

Se o Vinicius errou, apesar da permissividade da cultura nacional, o árbitro era a autoridade para coibir e não os adversários com aquelas cenas de selvageria vergonhosa que correu o mundo. A dancinha, por si só, não seria destaque nem nas TVs locais (olha a cultura aí) que dirá no mundo.

Não sou da área jurídica mas em meu humilde entendimento, a lei deve ser cumprida, independente do réu. Será que o protagonista pelo encerramento da partida fosse um time de pouca expressão no futebol baiano não seria excluído do campeonato e rebaixado a segunda divisão? Se é uma punição exagerada e péssima para o futebol baiano o rebaixamento da dupla Bavi, que se mude a lei urgentemente, assim evita a vergonha de descumpri-la novamente para o caso de recorrência envolvendo um dos 2 maiores do futebol baiano.

Ainda na visão de leigo, causou-me estranheza a punição do mandante, Mancini, mas não dos executores. Configurando como verdade que escutava desde criança “soldado mandado não tem crime”. Em crimes de homicídio também é assim? Ah! No futebol pode.

A forma de comemoração do jogador Vinicius foi desrespeitosa. Mas só no futebol é desrespeitosa? Quando é transmitida pelas TVs algo similar, em diversos horários, é arte. (?????)

Por falar em desrespeito, comemorar sobre o escudo do time adversário não é desrespeito? Em 2016 os jogadores do Vitória comemoraram o titulo (com “erros” grosseiros dos árbitros gaúchos, sendo motivo de críticas na ESPN) sobre o escudo do Bahia. Não houve punição, nenhum jogador do Bahia partiu para agressão e não vi nenhuma indignação e nem repercussão. Dois pesos e duas medidas (entendi).

O Yerri Mina, ex-Palmeiras, comemorou gol feito contra o Corinthians com dancinha esquisita em frente a torcida adversária. Não houve punição, agressão e nem repercussão.

O futebol é reflexo da sociedade, dessa mesma sociedade que saqueia lojas quando a PM está em greve, que saqueia carga de caminhão acidentado em vez de socorrer o motorista, que tem condenado liderando pesquisa a presidência da República, que tem vários membros do congresso com n processos mas protegidos pela imunidade, que cria lei da ficha limpa, como se precisasse de lei para que apenas pessoas corretas ocupassem cargos eletivos e / ou públicos. E mesmo assim não funciona (como se diz: a lei não pegou).

A melhoria da sociedade passa pelo rigor e pela punição às transgressões às leis.

Fernando Julio Silva, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

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