Guto Ferreira e as primeiras desculpas de 2018: “Faltou ritmo de jogo”

"Quando começamos a trabalhar, eles tinham feitos três amistosos", disse

Texto: Salvador Rocha

A primeira entrevista coletiva do técnico Guto Ferreira pós-jogo foi marcada por desculpas e mais desculpas. Algo natural e já esperado em caso de tropeço dentro de casa para o modesto Belo da Paraíba. No reencontro com o torcedor tricolor, o treinador viu o Bahia ser derrotado na Fonte Nova por 1 a 0 na estreia da Copa do Nordeste. Apesar do resultado, foi superior ao adversário nos 90 minutos. Sufocou, ainda que de forma desorganizada, e parou no goleiro Edson que fechou a meta.

Segundo “Gordiola”, a equipe ainda carece de ritmo de jogo. Ele destacou ainda que a equipe paraibana, em termos de condicionamento físico, estava acima do seu time. Que estava mais soltos e rápidos, devido ao tempo maior de preparação.

“Não gosto de ficar colocando desculpas. Em qualquer momento, ninguém quer saber de desculpas, quer saber de resolver problemas. Estou aqui para isso. A verdade que a equipe do Botafogo-PB terminou a Série C, folgou novembro e começou a trabalhar em dezembro. Quando começamos a trabalhar, eles tinham feitos três amistosos. Ficou evidente no início do jogo a velocidade, intensidade. Tivemos manutenção do nível de força, mas a parte de soltura das ações, eles estavam mais rápidos no início. A gente ainda carece de entrar no ritmo de jogo. Tivemos cinco estreias. Elton foi a sexta. Temos muito que melhorar, estou consciente disso. Mas tivemos coisas importantes, boas, e talvez situações que não foram melhores devido ao erro inicial que tivemos e tomamos o gol. Tirou tranquilidade. Quando o jogador não se sente bem, o nível de confiança não vai lá em cima. Criamos situações. O goleiro foi feliz em algumas delas. Em termos de ataque, eles tiveram duas chances maiores. O gol e uma bola na trave no fim do jogo, quando já tínhamos ido para o tudo ou nada. Basicamente foi isso”

 

Veja trechos da coletiva de Guto Ferreira:

Troca de Élber por Hernane
– Tinha perdido o ímpeto, trabalhou bastante. A gente tentou com dois centroavantes por dentro, mas não surtiu o efeito que a gente queria.

Repetir para entrosar
– Não. Até porque a primeira coisa básica é a recuperação da parte física, estar totalmente solto. À medida que estão bem, podemos trabalhar mais situações para organizar da melhor maneira possível a equipe, que tem seis jogadores que transitam de um lado para outro e quatro novos, em posição estratégia de arrumação e desarrumação. Temos que trabalhar, repetir, até entrosar. O quanto antes.

Análise do jogo
– Acho que quebramos a linha adversária várias vezes. Não fizemos o gol, mas houveram três ou quatro jogadas de linha de fundo. Quebramos a linha, mas faltou um algo mais para a finalização. Encaixar mais o corpo. À medida que está melhor fisicamente, se consegue iniciar e terminar a jogada. A equipe buscou um repertório de jogadas maior que tinha no ano passado sob meu comando em campeonatos desse tipo. Fizemos muitas infiltrações, coisa que não acontecia de maneira rotineira. No Brasileiro, a gente jogava na transição. São situações de jogo. Hoje, com o crescimento da parte física e mais tempo para entrosar, de trabalhar movimentos táticos, a equipe vai crescer e chegar onde a gente quer. Ainda existem peças que estão em fase de treinamento. O time está em formação. A medida que se avaliar necessidades, vai se trabalhar para buscar.

 

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