Ninguém vai sair do Bahia à preço de banana, diz diretor de futebol

Diego Cerri garantiu que só venderá jogador com proposta vantajosa

O diretor de futebol Diego Cerri tem trabalhado bastante neste fim de temporada. Não só para negociar com atletas que devem chegar para reforçar o elenco tricolor, como também para tratar de assuntos dos jogadores cobiçados por outras equipes, casos recentes de Jean, Zé Rafael e Juninho Capixaba. Em entrevista ao Programa do Esquadrão, o dirigente admitiu que não pode impedir que nenhum jogador deixe o clube, porém, afirma que só vai negociar atletas em caso de propostas vantajosas para o Tricolor e que nenhuma sairá por preço de banana.

“O que a gente busca fazer é proteger para quando exista proposta esteja fortalecido e negociar algo que seja justo. Não posso afirmar que nenhum jogador seja negociado, mas posso afirmar que ninguém sai a preço de banana. Se vier uma proposta que não seja interessante para o clube não vai sair o atleta. Quando a coisa é justa para todos os lados a gente tem que fazer”, disse

 

Veja abaixo alguns trechos da entrevista de Diego Cerri:

Perfil de elenco

– Acho que não tem como mudar perfil em relação ao que trabalhou em 2017. O Bahia vinha trabalhando, talvez, de maneira diferente em 2015 e 2016. A gente procurou montar equipe de força, transição rápida, com técnica para jogar compacta, junto, usando a velocidade. Acho que não tem como a gente mudar muito isso. Temos que continuar com esse perfil e buscar atletas para se enquadrar nisso.

Departamento de análise

– Sem dúvida que hoje a gente não pode fechar olhos para facilidade que tem com a tecnologia. Trabalho que, além de fazer mapeamento do mercado, conta com representantes dos atletas, como foi o caso de alguns jogadores que vieram emprestados esse ano. A gente tem que procurar ver os detalhes dos atletas, como eles estão atuando nos campeonatos mais recentes. Não adianta ficar olhando para o passado dele, há três, quatro anos. Peço para o nosso Departamento de Análise de Desempenho (DADE) observar os detalhes. O que cabe a nós estudar e ter dedicação nesse trabalho minucioso para diminuir a margem de erro.

Trabalho junto aos jogadores

– Procuro estar próximo dos atletas, com respeito, participar um pouco dentro do vestiário, no dia a dia. Se tem algum problema particular do atleta a gente tenta dar suporte. Se tem problema interno entre os atletas, a gente tem que estar a par para solucionar. Você tem que monitorar tudo: parte da análise de desempenho, logística, contratos. Além de gerir as pessoas, tem que fazer esse trabalho de controle. Muitas vezes, nos momentos difíceis, você tem que fazer interferência, conversar com o grupo, pensando no sucesso do grupo. São várias atividades. Uma que aparece é a da contratação, e o diretor fica muito rotulado por isso. É um trabalho que reúne muito mais atividades que montar só um elenco.