ABL : A OPÇÃO PELA FORCA

Para a surpresa de alguns, tristeza de outros e alegria para aqueles que eram contra uma solução pacífica para a saída dos cardeais do Esporte Clube Bahia, o deputado Marcelo Guimarães Filho insiste em candidatar-se a um mandato que certamente não se completará e de quebra ainda terminará com sua promissora carreira política, causando danos irreparáveis para ele próprio, sua família e seus aliados, pois quando inevitavelmente eles forem extirpados do clube, será realizada uma devassa com responsabilização dos culpados com graves conseqüências.

Os limites de ação de um deputado federal são extremamente mais rígidos do que o de um pobre diabo servil como Petrônio Barradas. Como poderá o deputado esconder a contabilidade do clube? Como poderá um deputado federal esconder a lista de sócios e conselheiros? Como ele justificará isso para seus companheiros de partido? E para seus eleitores? Ele se prestará ao papel de ser obrigado pela justiça a fazer tais coisas?

Está cada vez maior a conscientização da torcida em ingressar no clube como associados para tomar para si os destinos do clube, seu aparelhamento jurídico e organizacional estão cada vez mais fortes. Se a avaliação do deputado é a de que se o clube for campeão baiano e subir para a primeira divisão, ele passará a ter uma vida tranqüila, ele está enganado, a torcida quer uma instituição decente, da grandeza do Bahia, quer ser tratada com respeito e hombridade, que fazer valer a sua vontade e a sua vontade é que o grupo que a trata sem a mínima honradez, utilizando os mais baixos subterfúgios, saia do clube rapidamente. Negociações para uma sobrevida não serão aceitas, a oferta já foi feita e eles preferem a forca.

A vida do deputado não será tranqüila, mais do que um aliado seu que possui uma dupla função, o deputado precisará se desdobrar em uma tripla função, a de deputado, com seus afazeres em Brasília, onde reside, a de presidente de um clube em estado pré-falimentar e o de apagador de incêndio, pois já foi feito um levantamento da votação do deputado em sua última eleição e será feita uma comunicação em massa para os eleitores dessas áreas, informando o que toda a Bahia esportiva já sabe: como o deputado e seu grupo destruíram o maior clube do estado.

Para piorar a sua situação, o deputado traz no seu nome a lembrança da operação da Polícia Federal de novembro do ano passado. Para que trazer a figura de seu pai para a superfície do cotidiano baiano tão cedo?

Mas o licor dos deuses para aqueles que eram contra o acordo para uma saída pacífica será ver Paulo Maracajá agonizar, pois a investigação do MP tomou proporções surpreendentes, inimagináveis até para os mais otimistas inimigos do conselheiro do Tribunal de Contas do Município, que não entrega os pontos, mesmo com sua família em pânico.

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