Agora só restam 14 “finais” para que o Bahia se SAF⁴ do rebaixamento

"só resta-me apostar todas as fichas no trabalho do treinador Rogério Ceni"

Foto: Divulgação/Bahia

Quando redigi o comentário a respeito da contratação do técnico Rogério Ceni, que estreou vencendo o Coritiba, em nenhum momento afirmei que com o novo comandante, o time havia mudado da água para o vinho ou, que tinha “arrebentado” na partida. Nada disso, limitei a dizer que foi um excelente resultado, mas, por razões óbvias, não dava nenhum mérito ao treinador, assim como, se tivesse perdido ou empatasse o jogo, não o creditava nenhum demérito, mantendo o mesmo conceito para com o jogo Bahia x Santos que, infelizmente, o time perdeu e acabou se complicando na tabela.

 

É fato é que na presente temporada, contrastando com todo poderio econômico-financeiro do Grupo City que fez um aporte de mais de 100 milhões de reais em contratações desde que assumiu à instituição, imagino que nem no período 2003 a 2013, quando o Esporte Clube Bahia talvez, tenha vivido a maior crise em toda existência do Clube, não lembro de um time tão perdedor como esse que foi montado por Renato Paiva e Carlos Santoro que contrataram um monte de jogadores, mas, erraram feio nas escolhas dos centroavantes, porque os dois que trouxeram, são uns autênticos “9” noves fora nada.

Antes de acontecer o jogo Bahia x Santos na Arena Fonte Nova, por conta do vareio de bola que o time santista levou do Cruzeiro, perdendo em seus domínios pelo humilhante placar de 3×0, boa parte da torcida do Bahia e da imprensa começou a achar ou admitir que o tricolor enfrentaria uma galinha [morta] na Fonte, esquecendo que, cada jogo é uma história e, também, não ter levando em consideração que além do Santos ter durante toda temporada o que o Bahia não tem que é um centroavante, na acepção da palavra, o time santista entrou em campo com espírito de vencer o jogo, o que não aconteceu com o Bahia que foi um time frio, frouxo e frágil.

É claro e evidente que a cada rodada realizada, a situação se agrava para o Bahia, mas, mais por deficiência técnica do tricolor do que por eficiência do adversário, haja vista que conquistar os 3 pontos diante do Santos, mais do que uma necessidade, era imperativo, haja vista que, além de se tratar de um confronto envolvendo duas equipes que estavam e ainda estão parelhas na parte baixa da tabela de classificação, significava para o Bahia um grande salto na tabela porque, além de colocar 7 pontos à frente do então “perseguidor” que antes do jogo estava a 4 pontos, dava uma certa tranquilidade a equipe para tentar buscar posições menos desconfortáveis na competição.

É muito difícil para um treinador, por mais qualificado que seja, pegar um time que desde o início do ano vem fazendo uma temporada de altos e baixos – muito mais baixos do que altos – principalmente, com o time já tendo jogado quase 2/3 do Campeonato Brasileiro da Série A e até o momento, a briga é sempre para não ser rebaixado e, apesar dos pesares, provavelmente, por uma questão de ética profissional ou mesmo por extrema generosidade, talvez ambas as suposições, ainda tive o pesar e o desprazer de assistir numa entrevista coletiva do treinador Rogério Ceni, elogios ao legado deixado pelo seu antecessor, mas, como sou PV no futebol, compreendo a “franqueza” do treinador!!!

Após a derrota diante do Santos, o treinador Rogério Ceni ganhou quase duas semanas para preparação do time visando o difícil e sempre conturbado jogo contra o Flamengo, uma partida em que o Bahia já pode entrar em campo integrando o Z-4, isso se o Vasco da Gama vencer o América no estádio Independência em jogo adiado da 15ª rodada que será realizado na próxima segunda-feira e não será nenhuma surpresa ou novidade se o Cruzmaltino vencer o Coelho e chegar aos 26 pontos ultrapassando o Bahia que soma 25, não só pela sua boa campanha no 2⁰ turno que em 5 jogos já conquistou 10 pontos como, também, pelo vistoso e produtivo futebol que vem jogando – arrebentou o Coritiba no último jogo -, enquanto o América, caminha a passos largo rumo à Série B.

Assim sendo, só resta-me apostar todas as fichas no trabalho do treinador para que nessas 14 partidas que faltam, consiga desenvolver um trabalho de recuperação e superação dessa equipe. Do jeito que tem sido acirrada a briga dos times à fuga do rebaixamento, as previsões dos matemáticos de plantão giram em torno de 42 pontos para que um time escape do rebaixamento, mas, como existe aquele número mágico e cabalístico de 45 pontos para escapar da guilhotina, “infelizmente” temos que torcer para que não venha acontecer o pior que seria o descenso ou seja, nessas 14 “decisões” que faltam, quê o time vença 6 e empate 2, ou vença 7 jogos, até porque, num universo de 42 pontos a serem disputados, não há nenhum bicho de sete cabeças para se ter 50% de aproveitamento e a partir desse percentual, o que vier será lucro.

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

Autor(a)

José Antônio Reis

Torcedor Raiz do Bahêa, aposentado, que sempre procura deixar de lado o clubismo e o coração, para analisar os fatos de acordo com a razão. BBMP!

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