EC Bahia broca a 14ª e começa a fazer contas pro Acesso. – por Erick Cerqueira

O Tricolor consegue um feito inédito. Irá entrar na 30ª rodada estando em todas elas, dentro do G4.

Fala Nação Tricolor! Felizes com a brocança? Com a festa? Ou vocês não vão comemorar o triunfo diante do Vasco porque o primeiro gol da gente foi contra? Claro que não. Quem tá aqui no FutebolBahiano tá ligado que a ideia é FUGIR DA SÉRIE B. E estamos no caminho certo.

Desci com a BAMOR, daqui da Vila Laura até os Galés. Encontrei minha irmã e meu cunhado e tive a ideia desinfeliz de deixar ela entrar com meu cartão de Sócio, por causa da muvuca e eu entrei pelo Oeste com ingresso dela. Deu ruim. Me lasquei. Fiquei preso no Oeste, não pude ir pro meu Norte, pensei em pular o muro de vidro, mas um PM, nada simpático, vindo em minha direção, me fez repensar o ato. Então vamos de Oeste. Véi, é outra Fonte Nova, aquilo lá. Mas vamos ao jogo.

Que festa linda! 48 mil felizes Tricolores cantaram o jogo todo, incentivando seu time, mesmo quando tomou o gol, a Torcida aumentou o som da cantoria. Não se deixou abater e incentivou por 90 minutos. Teve fumaça azul e vermelha, mosaico e bandeirão da BAMOR e vi tudo isso de fora, dessa vez. 

O Bahia entrou em campo com um novo trio de ataque, com Jacaré (ainda prefiro ele no segundo tempo), Goulart e Davó. E isso parecia que daria resultado. O time se impôs diante do Vasco, que se limitava a se defender lá atrás, com uma linha de 5 e outra de 3. Mas o Tricolor passeava em campo. 

Mugni e JAcaré trocam passes pela esquerda, e a bola sobra pro réptil bater forte pra defesa do goleiro.

Davó recebe na área, domina e chuta pra fora. Só dava Bahia, aí Mugni se atrapalha, perde a bola, correm e consegue desviar pra escanteio, que gera outro escanteio e que quando o cara cruza na pequena área, Danilo Fernandes me dá uma pixotada que lembrou os goleiros do baba do campo do peão, nos Barris. Tubarão cabeceia e a bola bate em Goulart, que marca seu primeiro gol no Bahia. Pena que foi pro Vasco. 0x1.

A partir dos 20 minutos do 1º tempo o Vasco começou a fazer cera e amarrar o jogo. Uma coisa indigna diante da grandeza do clube carioca. Patético. 

Daniel toca pra Mateus Bahia que cruza na área. O zagueiro, usando de fair play, fez um gol contra pra gente, pra compensar o que Goulart fez pra eles. 1×1.

O Bahia, único time com vontade de jogar futebol, seguiu pressionando. O miserável do juiz, mesmo com toda o antijogo carioca, só deu 3 minutos de acréscimo. Véi, 3 minutos era o tempo mínimo pra comprar um tiro de meta. Mas nem precisou. Aos 46 o Bahia consegue um escanteio e Mugni, milimetricamente, cruza na cabeça de quem? Goulart, que faz o seu Primeiro gol PARA O BAHIA. 2×1. Viramos e armamos a arapuca pra pegar o Vasco no segundo tempo. Mas o time da colina 

O Bahia ainda teve algumas chances com Jacaré, Daniel, Davó, Luiz Henrique e o Vasco teve 1 chute perigoso, com Andrei que quase joga água no Chopp, mas acertou as Tricoleaders.

E no apagar das luzes, aos 49:40 do segundo tempo, os caras tiveram uma chance real, mas a bola cruzou a área e ninguém dominou.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

O Tricolor consegue um feito inédito. Irá entrar na 30ª rodada estando em todas elas, dentro do G4. E acabamos de sair da 26ª, com o Bahia abrindo 9 pontos pra o 5º colocado. É o 2º colocado, tem a terceira melhor defesa e o segundo melhor ataque, com 30 gols, empatado com Grêmio e Sampaio Correia. 

É o segundo melhor mandante e o 3º melhor visitante. Além de ser o segundo time que mais venceu. Foram 14 Triunfos contra 17 da Raposa. 

Além disso, mantém um tabu de não vencer o Bahia desde 1987. No fatídico jogo onde fui ver Romário em campo e o miserável meteu 3 gols no meu Bahia. O ‘tabívis’ permanece!

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Sobre Erick Cerqueira 67 Artigos
Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Publicitário, parcial, pai de Thor e apaixonado pelo meu Bahia!