Jacaré abate Leão e segue na caça à Raposa! – por Erick Cerqueira

Bahia 1x0 Sport. Jacaré inquestionável

Fala Nação Tricolor! E o coração, tá beleza? Que jogo foi esse? Jacaré? Nunca critiquei esse monstro sagrado do futebol brasileiro.

Bahia e Sport é o Maior Clássico do Nordeste, com todo respeito aos outros clubes. Não é porque estamos momentaneamente nessa série b miserável, que isso deixou de ser verdade. E todo clássico é pesado, é duro (láele), é batalha e é isso aí. E apesar do triunfo ficar mais gostoso, quando é assim, a gente precisa abrir os olhos com o Bahia.

O Tricolor entrou em campo apoiado, como sempre, pela sua Torcida. Infelizmente, minha casa toda começou a tossir e não tive como ir pra Fonte. E assistir deitado na cama, com menino tossindo no meu peito, não é a mesma coisa.

O jogo começou movimentado mas, pra variar, o Bahia não era melhor em campo. 

Um chute fraco de Davó que o goleiro deu rebote, abriu os trabalhos. Depois o mascarado deles chutou de fora da área, mas fraco. Aí num vacilo monumental da nossa marcação, Chuva (como tenho medo de jogador com nome estranho), quase faz um gol igual ao do Criciúma. Na volta, Davó encontra Rildo na meia lua, que gira bonito mas joga a bola na BAMOR.  DEpois em outra falha assustadora da marcação o coração Tricolor quase saiu pela boca, quando Geovanne driblou Luiz Otávio, ficou de cara pro gol, e no melhor estilo, “agora eu se consagro”, derrubou o espelho de Oxum, da mão da estátua, lá no Dique. Aí veio a lei do ex. Kayke, faz o gol, mas dessa vez foi anulado porque ele tinha feito falta no lateral Tricolor.

Fim de primeiro tempo e meu pai, que também não foi, gripado, me liga pra dizer: “não sei se é bom ou ruim, mas até agora nós assistimos todos os gols do Bahia, nas arquibancadas”. Lembrei que a gente foi pro jogo do Náutico e CSA, lá fora e não estávamos no jogo do Azuris aqui. A superstição dele soou pra mim como uma coisa ruim. Mas a gente ia ver um gol Tricolor pela TV pela primeira vez, na série b.

Na volta da segunda etapa… Jizuz. Parecia que o gol não ia sair mesmo.

O futebol parece que ficou no vestiário. Que jogo feio. Foram 50 minutos praticamente sem defesa dos goleiros.

Só aos 25 minutos, Rodallega serviu Emerson Santos, que chutou forte e pra fora. 

Pra não dizer que não teve nada do lado de lá, o Chuva do Sport cobrou uma falta perigosa, mas quase acertou as Tricolíderes.

E aí veio o imponderável. Jacaré, tinha feito uma partida apagada contra o Criciúma e deu lugar pra Davó, que entrou e fez gol. Dessa vez se inverteu. O maluco entrou pra fazer a diferença. Pela lateral esquerda ele cruzou pra área, a zaga tirou. No rebote Emerson Santos fez o corte e serviu pra ele de novo. O mizerávi dá um corte seco com a direita e acerta um chutaço indefensável, com a canhota. Dei grito na cama, acordei o menino pra ele comemorar. Era 1×0 com gosto de goleada. Explode Torcida Tricolor e vamos aguentar o Bahia fazer piada com jacarés nas redes sociais por mais uma semana e tá todo mundo feliz e firme na caça a Raposa. 

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Mais um jogo feio, duro, complicado, no qual a Estrela do Bahia volta a brilhar de novo pra felicidade geral da Nação! 

Mas véi. O time está vencendo mas tá longe de convencer. Passamos aos trancos e barrancos contra Ponte, Criciúma e Sport, em casa. Perdemos pra Tombense fora. E essa é a retrospectiva dos últimos 4 jogos. Bora melhorar isso aí, seu Guto. É pedir muito a gente quer feliz 90 minutos por jogo?

Só que a noite era do Jacaré. Então, com a palavra, o heroi da partida.

 

Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Publicitário da ESC3D, Marketeiro da URSAL, parcial, pai de Thor e apaixonado pelo meu Bahia! Contato: escdesigner@gmail.com

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