Apesar da boa campanha, Bahia de Guto ainda não passa confiança

"Estamos atualmente com mais resultados que produção..."

Foto: EC Bahia / Divulgação

O nobre Belchior, que em suas músicas exarava qualidade e bom senso, fez uma chamada “Comentários a respeito de Jhon”. Nessa paráfrase, sigo, depois de muito tempo sem escrever nesse canal, na direção de uma pequena análise do trabalho de Guto Ferreira. Estamos atualmente com mais resultados do que produção, e, felizmente, estamos com 13 pontos em 7 rodadas, mas, ainda com uma nítida desconfiança da torcida. Guto é um técnico já rodado, experiente e macaco velho na Série B, mas, isso tem o outro lado, a sua teimosia em certas escolhas.

 

Guto essencialmente arma um time para jogar em função de um camisa 9, contudo, mesmo com um centroavante de ofício no banco (Marcelo Ryan – se não colocar pra jogar jamais se saberá se é útil ou não), tende a improvisar. Na ausência de Rodallega, vemos apenas improvisações, como Davó, que tem sérios problemas em finalizar; Jacaré que encarnou Ruiz e só fez chover numa partida, e Rildo, que claramente é jogador de lado de campo. Mas o 9 reserva, que resolveu o jogo contra o Azuriz como um típico centroavante, só entra faltando 15 minutos e com o jogo complicado.

Além da dificuldade de criação, que já se arrasta há tempos no Bahia, Daniel só não é suficiente, o clube não se preocupa em procurar meias de criação, somos um time cheio de volantes. O Bahia não consegue se impor contra absolutamente ninguém quando joga fora de casa e mesmo quando domina o jogo o poder de decisão é pífio. Guto não tem a ambição fora de casa que tem quando joga em casa, independente de o adversário ser melhor ou pior que o Bahia. Seu padrão fora de casa é empatar e tá tudo ótimo.

Outro ponto que Guto se atém é com certas convicções e manutenção de jogadores que pouco entregam no time. A máxima quem treina melhor joga não existe no repertório, e jogadores que claramente estão momentos não produtivos são mantidos a exaustão no time, sabe-se lá por quê?

Guto é bom de defesa, isso é inegável, mas, ainda patina na organização ofensiva do time, que traz um meia machucado para estrear sabe-se lá quando. Sofre claramente com uma diretoria de futebol que é uma lástima, capitaneada por Bellintani, que mais errou que acertou nesses últimos anos.

Sempre digo, nenhum de nós meros mortais chegamos nem perto dos salários que esses profissionais do futebol recebem, por isso, eu enquanto torcedor, digo sem medo que são muito bem pagos para fazer o trabalho que fazem sem a menor qualidade.

Por faltar ainda 31 rodadas para finalizar o campeonato que nos importa, vejo com preocupação essa esterilidade ofensiva e a falta de ideias para Guto resolver certas situações que são claras e manifestas, pois, qualquer torcedor percebe essas fragilidades pelas quais o Bahia passa Hoje. Guto tem uma imensa dificuldade de mudar o esquema tático, e mantém o mesmo, mas com peças erradas.

Que a próxima janela de transferência seja mais assertiva, porque teimosia de Guto não vai mudar e para um campeonato tão extenso, essa equipe aí sem Rodallega não vai muito longe.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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