Empresário critica postura do Bahia para renovar com atacante e cita exclusão

"o salário atual dele já está defasado em relação ao mercado", disse.

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Nos últimos dias, o técnico Dado Cavalcanti foi questionado em entrevista sobre a ausência do atacante Daniel Cruz no elenco principal. O jogador de 19 anos foi um dos destaques do time sub-20 na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil da categoria, e era cotado para figurar entre os profissionais na reta final da Série A do Campeonato Brasileiro. Porém, segundo o treinador, alguns imbróglios para renovação de contrato impossibilitam o atleta de ser aproveitado. Em contato ao site Globo Esporte, o empresário do atleta se pronunciou e afirmou que a situação não impede o jovem de atuar. O primeiro contato para renovação aconteceu em 13 de dezembro de 2020, através de mensagem de aplicativo do Coordenador de Captação de Atletas das Categorias de Base do Bahia, Victor Aurélio, mas segundo o staff, a proposta foi “um insulto”.

 

“É importante frisar que, o salário atual dele já está defasado em relação ao mercado. A proposta foi, em síntese, um insulto. Tão abaixo que, na verdade, o aumento não se equipara aos descontos salariais ocorridos na carteira de trabalho, agravado ainda por seu modelo de contrato nefasto, no qual efetivamente Daniel só passaria a receber o novo salário em agosto de 2021. Prudentemente, optei por aguardar as finais da Copa do Brasil Sub-20, para transmitir ao meu associado as verdadeiras intenções de seu empregador, a fim de não lhe causar prejuízos emocionais antes do fim da competição”, completou.

O empresário afirmou que respondeu a proposta feita pelo Bahia, mas até o momento não teve uma contraproposta. “O Bahia tanto se interessa por ele que já apresentou uma proposta e, na condição de clube formador do atleta, com direito de preferência para primeira renovação do contrato profissional garantida por lei, aguarda a resposta. Até a presente data sequer foi apresentada uma contraproposta”, diz o clube.

Ainda segundo relatos do empresário, o atacante foi informado que estaria de folga e sua apresentação deveria acontecer no dia 11 de janeiro, com o grupo de transição. Depois houve mudança na programação, e o atleta foi orientado a se apresentar com o sub-20, no dia 25 de janeiro. Ele cita ainda que Daniel foi excluído do grupo de mensagem do time de transição.

“Ficou claro e evidente a tentativa arbitrária e intempestiva de alguns que, utilizando-se da grandiosidade do E.C Bahia, para de forma opressora induzir o atleta a aceitar um contrato unilateral”, afirma Pacheco.

 

Comentários:

2 Comentário

  1. Um monte de empresário safado ganhando no mole graças a essa lei maldita que precisa ser revista, tipo assim determinar um teto para o empresário R$ 2.000,00 e não passar disso e se quisesse algo a mais que fosse capinar fazenda ou cuidar do gramado de cada CT, esses atravessadores não fazem nada e ganham fortunas, isso é um absurdo, um menino encontra um clube para treinar e sem nunca ter conhecido ou visto um pilantra desses surpreendentemente toma conhecimento que pertence ao tal

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