E.C Bahia: Reservas, roubados, perdidos e derrotados – por Erick Cerqueira

Quando acabou o jogo da Sulamericana o meu medo seria esse jogo contra o São Paulo. O Bahia já iria começar com alguns desfalques importantes, mas o problema também seria com os jogadores que seriam poupados. E com isso, o time de Mano Menezes (que também foi desfalque) iria a campo como um verdadeiro monstro de Frankstein para enfrentar um time que está lutando pelo título. 

 

Com Douglas, Edson, Ernando, Juninho e Matheus Bahia.Gregore, Ramon e Elias.Alesson, Rodriguinho e Rossi. Ou seja, 3 titulares (Douglas, Juninho e Gregore), junto com reservas e improvisados. E aí o meu lado católico, que estava adormecido desde a Primeira Comunhão no século passado, veio a tona com uma palavra: oremos.

Porém, o time se comportou até bem, no primeiro tempo. Se o São Paulo mostrava muito mais entrosamento, maior posse de bola, número muito maior de passes corretos, o Bahia enfrentava tudo isso com disposição. O time com uma zaga inteira reserva e com improvisos, com Elias se arrastando em campo, Rodriguinho jogando de falso 9 e Alesson sumido, confesso que esperava um passeio dos caras no primeiro tempo. E não foi bem assim.

O time se comportou muito bem no primeiro tempo, marcando bem, atacando com consciência, saindo pro jogo e encarando o São Paulo; Até que veio um lance absurdo e mudou até o meu sentimento diante do jogo. Cruzamento na área dos paulistas e o goleiro Volpi voou de soco no rosto de Ernando. O lance foi tão absurdo que o VAR chamou o juiz pra dizer: “véi, que porra é essa?” E o fdp do juiz, olhou essa imagem em destaque no texto (Felipe Oliveira/ECBahia), e disse: “segue o baba”. Ali acabou minha vontade de ver o jogo. Era um pênalti e a expulsão do goleiro visitante. Mas o árbitro deixou pra lá, influenciando diretamente no resultado da partida.

Veio o segundo tempo e num lance digno de Os Trapalhões, o cara cobra o escanteio, Ernando corta errado se batendo com Juninho, a bola sobe, o atacante dá uma bicicleta que ia pra fora, a bola bate em Juninho, engana Douglas e entra. 0x1.

Eram 8 minutos do segundo tempo e o Bahia sentiu o golpe. O São Paulo dominou a partida e o técnico interino do Tricolor Baiano deixou a coisa correr frouxa. Dez minutos depois, no famoso mini-escanteio, o desentrosamento fica claro quando na hora do cara cobrar, Douglas grita pra Rossi sair barreira. Era nítido que ele não sabia porque estava ali e nem onde deveria estar. O cruzamento encontra a cabeça do zagueiro gigante que estava sendo marcada pelo nanico e cansado Elias. 0x2;

Mais oito minutos e um lance sintomático de falta de comando na lateral do campo. Contra-ataque dos caras e um cruzamento da esquerda encontra a linha defensiva alinhada, mas um buraco gigantes onde deveria estar o volante Elias, mas ela estava se arrastando no meio de campo ainda. 0x3. 

Não é possível que somente toda a Torcida do Bahia tenha visto que Elias não aguentava andar em campo. Só depois da vaca ter ido pro brejo, o técnico Cláudio Prates tomou a atitude lógica de tirar Elias de campo. 

O Bahia ainda diminuiu depois de uma bela arrancada de Nino Paraíba que entrou pra fazer uma jogadaça e tocar pra o inominável camisa 25 diminuir 1×3.

Depois do gol ele fez uma daquelas jogadas dele que sai com bola e tudo, pra deixar o Torcedor com raiva e vergonha alheia. Fim de papo, primeira derrota na Fonte Nova, pós-pandemia. Uma derrota sofrida, mas que poderá ser até compreendida, se o Bahia vier da Argentina com a classificação na Sulamericana no meio da semana. 

BORA BAÊA MINHA PORRA! 

O Tricolor fez um segundo sofrível, e se a derrota poderia ser tida como normal, a gente precisa lembrar que são 7 gols sofridos em 2 jogos pelo Brasileirão. Mano será julgado na segunda e poderá pegar um gancho grande por xingar o juiz ladrão do jogo contra o Flu. O Bahia pode ficar sem comando no campo por mais tempo. Mas vamos pensar nos argentinos. Ah, e por falar neles, não poderia deixar de dizer: muito obrigado, Maradona pelo que fez pelo futebol! O que você fez pela sua vida é problema seu. 

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