Bahia procura estrangeiro, mas tem conversas avançadas com técnico brasileiro

Bellintani afirma que a tendência é que seja contratado um técnico nacional

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Esporte Clube Bahia segue buscando o substituto de Roger Machado, demitido na noite desta quarta-feira, após a derrota por 5 a 3 para o Flamengo, em Pituaçu. Nesta quinta-feira, em entrevista ao Globo Esporte, o presidente Guilherme Bellintani revelou que tem conversas com dois treinadores. Um deles é brasileiro (que estaria em negociação avançada) e o outro estrangeiro. Apesar de ter contato com um técnico de fora, o mandatário vê mais provável que seja um técnico nacional. Ele negou que o profissional seja o argentino Gabriel Heinze, ex- Vélez Sarsfield, ou o uruguaio Diego Aguirre, que já trabalhou no São Paulo, Internacional e Atlético-MG.

 

“Temos dois focos hoje, no momento. Um foco é um treinador brasileiro e um foco é um treinador estrangeiro. Com mais dificuldade para o estrangeiro, pelo momento do país, que tem resistência pela questão da Covid, os treinadores de fora estão resistentes. Então há uma tendência para um treinador nacional, embora nós tenhamos estudado e já conversado hoje com um treinador de fora. Ele se mostrou aberto, interessado, mas um pouco receoso, em função das circunstâncias de saúde pública no país. É um treinador que a gente vem observando há muito tempo. A vinda dele é muito difícil, mas também temos conversas avançadas com um treinador brasileiro que também nos agrada”

Nesta quinta-feira, foi especulado o nome de Luís Felipe Scolari, que está desempregado desde 2019 quando foi demitido do comando do Palmeiras. Bellintani disse que o Bahia não trabalha com apenas um perfil de profissional.

“A gente tem perfis diferentes. Não tem um perfil determinado. O mercado está muito fechado, sem muitas opções. Não há, de certa forma… O mercado de treinadores brasileiro está em migração de uma geração para outra. Enquanto uma geração mais velha, mais vencedora, está, de certa forma, saindo. Como em todo mercado, a geração mais jovem ainda não tem a bagagem de títulos e conquistas suficientes para, de certa forma, garantir um trabalho. Esse momento do mercado nos dificulta, mas, ao mesmo tempo, temos nossos focos, que a gente entende que podem atuar no Bahia neste momento com o elenco que a gente tem. Isso independe um pouco de ser um treinador mais velho, mais jovem. O que a gente busca mesmo é, diante do elenco que nós temos, um perfil de jogo. E as alternativas que nós temos no mercado. Com base nisso, a gente vai fazer nossa escolha.”

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