Roger Machado diz que pressão não influenciou nas mudanças no time

"eu procuro administrar as pressões com a maior naturalidade", disse

O Esporte Clube Bahia encerrou o jejum de cinco jogos sem triunfo (3 empates e 2 derrotas), e nesta quarta-feira (12) estreou no Campeonato Brasileiro da Série A vencendo o Coritiba, pelo placar de 1 a 0, no Estádio Metropolitano de Pituaçu, pela 2ª rodada da competição, com gol marcado por Rodriguinho, de pênalti. O técnico Roger Machado fez mudanças no time, sacando Lucas Fonseca e Fernandão, e colocando Ernando e Daniel, um pouco do que a torcida já vinha cobrando antes mesmo da decisão da Copa do Nordeste. Após a partida, Roger afirmou que a pressão pelo desempenho ruim do time nos últimos jogos não influenciou nas mudanças que realizou, e analisou a estreia do Tricolor na Série A.

 

“Como profissional do futebol há quase 30 anos, eu procuro administrar as pressões com a maior naturalidade possível e não permitir que elas influenciem nas minhas decisões. A escalação, a forma, os nomes, a característica, eu os defino junto com a minha comissão técnica. Nenhuma pressão me motiva a mudar equipe […] Além de todo o elemento de estreia, tudo que envolve emocionalmente uma estreia, emocionalmente, mesmo depois de a gente ter conquistado um título baiano, infelizmente ter perdido a Copa do Nordeste, parece que nós entramos numa crise, num parafuso. Isso tira a energia dos jogadores também. Então por isso era importante vencer”, disse.

“A ideia, mais do que a mudança da característica dos jogadores, foi tentar buscar oi melhor momento de cada atleta. Especialmente. Porque os 120 dias da pandemia, com retorno em 11 jogos numa sequência enlouquecida. Nós não estamos com todos os atletas ainda no ritmo. Os jogadores ainda recentes, deste período parado, num ano completamente atípico. Então esse momento, a escalação, forma de jogar, baseado, sobretudo, na forma como o Rodrigo jogou muito tempo de sua vida, atuando bem, com possibilidade de botar o Élber para dentro e ter as puxadas de velocidade, como aconteceu, e ter o Danielzinho do lado, como ele estava jogando no estadual. Um equilíbrio e uma forma de jogar em que a gente teria mais a bola, mas a dúvida que se dissipou durante o jogo é se a gente teria capacidade, como teve, de atacar isso. Ficou bem claro durante o jogo inteiro”, disse o técnico.

Roger aprovou as mudanças e elogiou o meia Daniel. “Acho que a gente conseguiu segurar a bola mais na frente. Pelo menos disputar a bola primeira com Saldanha. Saldanha conseguiu ainda puxar diagonais às costas dos zagueiros, coisa que a gente estava precisando. Do lado do Alisson também, ele conseguiu arrastar algumas vezes. E conseguiu impedir os avanços do lateral-esquerdo, que estava com ímpeto ofensivo e, a partir do momento em que ele entrou, diminuiu um pouco. Pelo menos foi controlado. Do outro lado, com Marco, a gente ter o jogo de lado do Marco, com um pouco mais de ofensividade, de organização com o Danielzinho. Acho que funcionou bem. Uma vitória que foi suada, sofrida, mas poderia ter sido um pouco mais tranquila, pelas oportunidades que criamos.”

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1 Comentário

  1. Quero dizer o seguinte, que nenhum desses jogadores, jogaram 11 jogos consecutivos, isso é conversa para boi dormir, com relação a sequência do comentário, o “técnico” comentou jogo teórico, pois na prática Saldanha perdeu duas chances de gols, então entrou para não fazer nada e com relação a Alesson em nenhum momento ele impediu a subida de Wiliam Mateus, pois esse do início ao fim teve muita liberdade para atacar, então como disse o bom técnico Eduardo Barroca o Bahia ganhou na sorte e o segundo tempo tomou sufoco, bola na área tanto por baixo como por cima o Coritiba ganhou a maioria, só que os jogadores não estavam numa noite feliz, depois me vem Róger com essa conversinha mole para boi dormir. Fora Róger e seu único esquema de jogo mais do que manjado.

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