Principal desfalque do Bahia está fora das quatro linhas

"Bahia tem perdido intensidade logo que se inicia o segundo tempo"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O E.C Bahia estreou no Brasileiro da Série A com triunfo sobre o Coritiba e isso é realmente muito bom, afinal, em um campeonato com 38 rodadas o fator casa deve ser determinante para inicialmente se manter na Serie A e postular mais a frente outras conquistas como a vaga na Copa Libertadores, por exemplo. Com esse cenário de pandemia, o triunfo dá uma “acalmada” no caldeirão que se formou nos últimos dias por conta dos resultados pífios na Copa do Nordeste, ao perder vexaminosamente a final, sem um pingo de brio. Além disso, pela dificuldade de enfrentar o Atlético de Alagoinhas na final do Baianão, que nos rendeu o tri, mas com a desconfiança latente de grande parte da torcida com o técnico Roger Machado.

 

Mas o que quero abordar aqui é a falta que está fazendo um profissional em especial, o Professor Paulo Paixão, de 69 anos, que não está participando das atividades presenciais, por ser parte do grupo de risco em virtude de sua idade. O Bahia tem perdido intensidade logo que se inicia o segundo tempo, o time mostra um declínio físico visível e alguns atletas demonstra isso com muita clareza.

Gregore, por exemplo, é um jogador que precisa estar na ponta dos cascos para render tudo que pode. Rodriguinho embora tenha feito bons jogos, ainda não está no seu primor físico e ainda não aguenta um jogo inteiro. O fato do professor Paixão não está presencialmente nos treinos tem sim interferido no rendimento do time, ainda que haja a questão da pandemia outras equipes se mostram em condição física superior ao esquadrão.

Próxima rodada vem aí e espero que com o andar da competição não haja perda por lesões, pois está intimamente ligado com uma preparação física eficaz que é preventiva.

É momento de aproveitar os estádios vazios e se impor dentro e fora de casa e pontuar indistintamente, pois não há o fator torcida nem pra um lado nem para o outro, mas, isso deve ser aliado a uma boa preparação física que é crucial pra continuidade dessa louca temporada. Arrisco-me a dizer, esse fator preparo é um dos que podem definir quem vai ou não se sobressair nesse campeonato longo e difícil que é o Brasileirão, pois os times em sua maioria não possuem tanta distancia técnica entre um e outro.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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