Permanência de Roger: Bellintani continua dando SORTE ao AZAR

"tinha quase a certeza que o ciclo de Roger Machado tinha encerrado no Bahia"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Tanto na reta final do Campeonato Baiano como da Copa do Nordeste, os times que o Bahia vinha utilizando em ambas as competições, com o pífio futebol que vinham praticando, começaram a dar sinais ao seu torcedor e a nossa crônica esportiva, que iriam sofrer e muito, nas partidas finais das competições que disputavam. Só o presidente Guilherme Bellintani não enxergou ou não teve a percepção que tanto o time que disputava a Copa do Nordeste como o time chamado de “alternativo” que estava em busca do Tri-Campeonato, haviam entrado em rota de colisão com o futebol.

 

Começando pelas fases decisivas da Copa do Nordeste, vencemos por 3 x 1 o Botafogo da Paraíba, jogo válido pelo mata ou morre das quartas de final da competição. Já foi um jogo em que o time jogou muito mal, com muita polêmica na arbitragem, um jogo muito diferente do jogo válido pela oitava rodada da fase de grupos, contra o Náutico, quando o time pernambucano foi impiedosamente goleado, dando uma falsa impressão ao torcedor que o time, embora viesse de um jejum de quatro meses sem jogar, assim como os demais times, estava preparado e habilitado para brigar pelo título da competição, mas, após passar sufoco diante do Botafogo, passou mais sufoco ainda no jogo da semifinal, em outro jogo de mata ou morre, quando venceu o modesto time do Confiança por 1 x 0, fazendo um gol já no finalzinho do jogo, quando por pouco, a decisão não foi levada para os pênaltis mas, chegando à final, se engasgou com o time do Ceará, dando de mão beijada, o título da competição.

SERÁ QUE O PRESIDENTE ACHA QUE A AUSÊNCIA DE GILBERTO FOI DETERMINANTE PARA O FRACASSO?

Na minha opinião, o time sentiu com a ausência do centroavante, entretanto, um clube que pensa em conquistas maiúsculas, não pode depender, apenas, de um jogador, ou de um time titular e sim, de um grupo de jogadores titulares, com reservas à altura ou, que não seja igual, esteja bem próximo, para quando houver a necessidade do reserva substituir o titular, não haja solução de continuidade e o time não venha a sentir tanto a ausência do titular. Imagino que a ausência de Gilberto foi relevante, mas, para mim, o responsável direto por toda essa debacle do time é o treinador que treina, escala e define ou não define nenhum esquema tático, enquanto o presidente Bellintani é o responsável indireto por perceber, ou que os jogadores cansaram do discurso do treinador, que deve está pregando num deserto ou, o treinador já chegou no limite e não tem mais nada para motivar os jogadores, fazendo com que eles pratiquem um bom futebol, mas, não sei por que cargas d’água, o presidente ainda banca o treinador, o qual, já deu o que tinha que dar ao Bahia.

Quanto ao pobre, desacreditado e humilhado campeonato Baiano, todo ano é esculhambado à exaustão, pelos próprios cartolas do nosso futebol, inclusive, pelo próprio presidente do Bahia, mas, na hora da “onça beber água”, quando ele percebeu a boa organização tática do time da terra da cerveja, aliada à raça e à vontade de vencer dos seus briosos jogadores – atributos que faltaram aos jogadores do Bahia no tempo regulamentar de ambos os jogos finais -, todo mundo faz questão de ser campeão. Sou torcedor do Bahia, mas, tenho a hombridade de dizer que, se houvesse justiça no futebol, o título seria do “Carcará”, que foi o time que jogou futebol de verdade. Quem deu o título ao Bahia foi a camisa ou, a mística que, até pensei que Roger já tinha passado o machado.

Voltando à vaca fria, pensei que após os dois vexames que o Bahia passou diante do Ceará, culminando com à perda do título, tinha quase à certeza, que o ciclo de Roger Machado tinha encerrado no Bahia, não aconteceu. Como já percebi que o presidente, além de ter muito apreço pelo treinador, é fã incondicional do seu trabalho, com base nesses pressupostos, imaginei que ele confiava na conquista do título do Campeonato Baiano pelo Bahia, e resolvera proporcionar um prêmio de consolo ao treinador, demitindo-o posteriormente, mas, já tendo o nome de um novo técnico para comandar o time no Brasileirão. Ledo engano, infelizmente, o presidente continua dando sorte ao azar!

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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