Com permanência no Bahia, Roger terá que tomar decisões coerentes

"já que não sairá imediatamente, vai ter que se virar para fazer o que nunca fez"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Não sou administrador, muito menos gestor de pessoas, mas sou amante do futebol, e nesses anos acompanhado o vai e vem do mundo da bola e a dinâmica que envolve as equipes me permite opinar, claro que com uma visão crítica abalizada e referente ao meu olhar sobre o momento do Esporte Clube Bahia. Muita gente querendo a cabeça de Roger Machado, que ao meu ver, já que não sairá imediatamente, vai ter que se virar para fazer o que nunca fez, tomar decisões coerentes e ajustadas com o momento em que vive o clube.

 

Inicialmente, a gente aprende em qualquer lugar que se convive que a hierarquia é necessária e importante, mas no futebol, aprendi que o momento é que conta ou pelo menos era assim. Não se podem fechar os olhos para um atleta que está num melhor momento que outro, quando há motivação dentro de um grupo de alta performance o gestor deve mostrar aos seus comandados que se eles não produzirem podem ser substituídos por alguém que esteja fazendo um melhor trabalho.

Outra função do treinador/gestor é deixar claro que o potencial dos que perderam rendimento é reconhecido e mostrar a esses atletas que se eles têm esse potencial faça por onde para manter ou reconquistar o espaço perdido. Um técnico deve tirar qualquer atleta sem medo de represália, se ele perde essa autoridade é porque está perdido. Num clube de futebol o papel do treinador deve ser definitivo e categórico.

Marco Antônio, Saldanha, Daniel e Ronaldo vêm num momento melhor que os titulares das suas posições, e, se um treinador faz vista grossa para isso é porque está pondo em xeque suas próprias convicções. Embora eu ache que um profissional deve ter seus ditames, no caso do futebol, a maioria dos torcedores consegue ver melhoria nos atletas e apontam isso ao treinador, pois isso é muito fácil de ser constatado, o jargão a voz do povo é a voz de Deus é muito conveniente nessa hora.

Enfim, é com Roger que vamos iniciar o Campeonato Brasileiro da Série A e sem maiores expectativas ante a postura apática que o Bahia tem demonstrado, em especial, nos momentos decisivos e contra equipes fechadinhas, com uma previsibilidade enorme no esquema, sem variação tática e com insistências que beiram a burrice. Como não posso nem vou torcer contra a instituição, espero que trate o brasileiro como 38 decisões, mas que jogue diferente do que tem feito.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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