Diego Cerri é o diretor mais longevo do Bahia nos últimos anos

Cerri chegou ao clube em agosto de 2016, na gestão de Marcelo Sant'Ana

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Campeão da Copa do Nordeste com o Ceará em 2015, e com trabalhos de destaque à frente do Red Bull Brasil, de 2010 a 2012, e no Grêmio Barueri/Prudente, de 2007 a 2020, Diego Cerri chegou ao Esporte Clube Bahia em agosto de 2016, ainda na gestão de Marcelo Sant’Ana. No tricolor, ele montou o time que conquistou o acesso à Série A daquele ano e faturou a Copa do Nordeste de 2017, além dos dois títulos baianos (2018-2019). O seu bom trabalho no Esquadrão lhe rendeu alguns convites, como no final do ano passado, após demissão de Alexandre Mattos, quando foi procurado pelo Palmeiras, porém, recusou a proposta e decidiu permanecer em Salvador. Em 2017, o Santos tentou levar o dirigente tricolor para a Baixada Santista, mas também recebeu um “não” como resposta. Em 2018, o Al-Wahda, da Arábia Saudita, tentou tirá-lo do país após indicação do técnico Fábio Carille, mas também não conseguiu.

 

Diego Cerri é um dos responsáveis pela ascensão administrativa do Esporte Clube Bahia, modelo de gestão apontado como um dos melhores do Brasil e que vem sendo bastante elogiado por jogadores, torcedores e imprensa. Cerri, inclusive, se constitui em um dos mais longevos do Brasil no momento e o mais longevo do Bahia nos últimos anos.

Formado em Esporte pela USP (Universidade de São Paulo), Cerri tem pós-graduação na Escola Paulista de Medicina e máster em Futebol. E mesmo com apenas 45 anos, a carreira é considerada longa. Projetou ser jogador de futebol e chegou a atuar por um tempo, mas uma grave lesão o afastou dos gramados e assim iniciava a carreira fora das quatro linhas. Começou como assistente-técnico nos Estados Unidos e depois do Al Nasr, dos Emirados Árabes. Foi em 2007 sua primeira experiência como diretor executivo, no Barueri, onde inclusive também trabalhou como técnico interino na Série A.

Em 2016 Diego Cerri veio para o Bahia como gerente de futebol, na gestão do então presidente Marcelo Sant’Anna. No ano seguinte, com a saída de Nei Pandolfo, Diego Cerri assumiu a gestão executiva. Mesmo com os resultados positivos, Diego Cerri foi alvo de críticas por parte da torcida do Bahia. O clube chegou a sonhar com a possibilidade de disputar a Libertadores 2020, mas o desempenho no segundo turno do Brasileirão não foi bom e o time ficou no meio do caminho. Sem a classificação, o dirigente virou alvo da torcida pelos reforços que não renderam o esperado. Esse ano, a política de contratações mudou e chegaram jogadores já testados e aprovados.

Nesse mesmo período, o dirigente recebeu uma proposta para trabalhar no Palmeiras, mas declinou o convite e segue no Bahia. “Quando o presidente Guilherme Bellintani assumiu, firmamos um compromisso de tocar um projeto muito grande de cada vez mais profissionalizar o Bahia. Senti que precisava honrar este compromisso até o fim. Em 2020, traçamos como meta galgar voos ainda maiores. Ouvi, sim, o projeto do Palmeiras, pois sou profissional e respeito muito a instituição. No entanto, este não era o momento de romper o trabalho sério e profundo que temos feito com o Esporte Clube Bahia”, disse.

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