Clubes ‘perdem’ queda de braço com a Globo e aceitam redução nos repasses

Clubes lutaram e até conseguiram barganhar com a emissora

Milton Bivar, afirmou que a cota de televisão do Sport, durante a Série B do Campeonato Brasileiro deste ano, é de R$ 5,6 e o mais grave, o clube DEVE R$ 18 milhões à A TV GLOBO, emissora detentora dos direitos de transmissão, devido a antecipação de cotas da gestão de Arnaldo de Barros.

Os clubes que disputam o Campeonato Brasileiro não conseguiram vencer a ‘queda de braço’ com a Rede Globo após sucessivas reuniões por videoconferências e acabaram aceitando a redução de quase 70% no repasse nos meses de abril, maio e junho. Os dirigentes conseguiram ainda barganhar e a emissora vai reduzir 60% em abril, além de 70% em maio e junho. De acordo com informação do Jornal “Folha de S. Paulo”, os clubes se viram meio que obrigados a aceitar os termos da emissora por conta do aperto financeiro em que se encontram, com a paralisação das atividades por conta da pandemia do coronavírus, e o receio de a Globo ir à Justiça para suspender o contrato até que o certame comece.

De abril a junho deste ano, as 20 equipes que estarão na elite do país deveriam receber R$ 1,5 milhão cada uma por mês, pelos direitos de exibição das partidas em TV aberta.

Em nota a Globo se pronunciou sobre o assunto. Veja abaixo:

Desde a suspensão das competições, a Globo tem analisado de perto todos os impactos da pandemia no ecossistema do futebol e se debruçado sobre possíveis alternativas para superarmos esta crise. Assim, desenvolvemos um novo cronograma de pagamentos para 2020, que abrange os clubes com os quais temos acordos para a Série A; à CBF, referente aos acordos da Série B e da Copa do Brasil; e às Federações com as quais temos contrato para a transmissão de Estaduais. O cronograma de repasse da receita do Premiere para os Clubes da Série A se mantém inalterado até que o novo calendário seja confirmado.

Esse movimento reflete um esforço da Globo na tentativa de contribuir com o futebol durante os meses de crise, ainda sem conhecimento pleno dos impactos da pandemia nas nossas atividades, que podem gerar a necessidade de novos ajustes. É um cenário extremamente desafiador e com impactos importantes para todos. Somos otimistas e acreditamos na retomada do nosso futebol em breve, desde que com segurança para todos, não só pelo conteúdo que ele gera ao público em todas as plataformas, mas pela alegria e emoção que representa em um momento tão difícil para o Brasil.”

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