Volante do Vitória revela ter passado por muitas humilhações no Sul do país

Guilherme Rend é um dos destaques do time do Vitória

Foto: Letícia Martins / ECVitória

Revelado no Athletico-PR e com passagens por Toledo e Jacuipense, o volante Guilherme Rend chegou ao Esporte Clube Vitória em 2019 para reforçar o time sub-23, atuando 9 jogos no Campeonato Brasileiro de Aspirantes do mesmo ano. Com as boas atuações, foi promovido ao elenco principal e iniciou a temporada 2020 como titular da equipe do técnico Geninho, sendo um dos destaques do time rubro-negro esse ano. Até então, atuou em 9 partidas (7 pela Copa do Nordeste e 2 pela Copa do Brasil) e marcou um gol. Com 21 anos, Rend ainda tem muito chão pela frente no futebol e muitos objetivos para alcançar, mas certamente nunca vai se esquecer das dificuldades do início da carreira. Em entrevista à Anderson Matos, repórter da Itapoan FM 97,5, o jogador revelou ter passado por muitas humilhações, principalmente no Sul do país, onde defendeu o Athletico-PR.

 

“Passei muitas humilhações no Sul, e nas equipes que fui fora do país. Ouvi que era magro demais, que baiano come farinha, que é preguiçoso. Mas, nunca desisti. Continuo trabalhando muito e sonho, um dia, vestir a amarelinha, jogar na Seleção principal. Tenho muito orgulho de dizer que sou nascido e criado em Paripe. Continuo com muitos amigos lá. Nunca deixei minhas amizades para trás depois que me tornei jogador profissional”, disse.

Cumprindo a recomendação do isolamento social e treinando em casa por causa da pandemia do coronavírus, o volante afirmou que segue se dedicando ao máximo e prefere acompanhar menos noticiário e jornal. “Desde quando anunciou o período de quarentena, antes mesmo das férias, eu contratei um amigo, personal, e não parei de treinar. Venho treinando todos os dias com ele. Não sou muito de assistir noticiário, jornal. Achei que a parada seria de duas semanas, três no máximo. Depois, a gente viu a gravidade”.

Apesar de ser titular e ter a confiança do treinador, Rend tem o colega Jean como uma sombra. Ele, porém, considera a concorrência muito válida e destaca as boas amizades que tem com os jogadores do elenco, inclusive, o concorrente Jean.

“Bem tranquilo. Uma relação aberta, o que é importante. Podemos chegar no Geninho, no Bruno e conversar. Isso vem fazendo o Vitória ter um bom desempenho nesse primeiro semestre. A união do grupo fez o Vitória chegar onde estamos hoje no ano. Minha relação com o Jean é de amigo, irmão. Ele tem um coração enorme, simplicidade enorme. Criamos laço de amizade e falamos que a briga (pela posição) seria sadia. Quem jogar, será em prol do clube. Nas concentrações, divido o quarto com Matheus Tenório, mas tenho várias amizades fortes dentro do clube, como com o Carleto, Fernando Neto, Rodrigo, Rafael Carioca, Ronaldo, Maurício Ramos. Somos uma família”.

 

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