Clubes fecham negócio inédito que pode gerar lucro milionário

A assinatura do contrato valerá por quatro anos, até 2023

O futebol, como os demais esportes em todas as modalidades, estão em recesso em decorrência da grave crise sanitária imposta pelo aparecimento do coronavírus, que já matou somente no Brasil 3.670 pessoas e milhares pelo mundo afora, no entanto, ainda que parado e ainda sem uma data de retorno, o futebol segue buscando se capitalizar para o retorno. Na Semana passada os clubes das Séries A e B venderam os direitos internacionais de transmissão do Brasileirão e ontem (24), ambas as divisões também acertaram um negócio inédito envolvendo os dois campeonatos: parta exibição exclusiva em sites de aposta.

 

De acordo o site Máquina do Esporte, o vencedor foi o consórcio entre as empresas Zeus Sports Marketing e Stats Perform, que pagará no mínimo US$ 17,2 milhões (cerca de R$ 97 milhões na cotação atual. A assinatura do contrato, que valerá por quatro anos, até 2023, contudo ainda depende da validação do plano de ação e das garantias financeiras.

Como são novidade no Brasil, esses direitos podem gerar dúvidas sobre seu funcionamento. No entanto, eles significam a possibilidade de transmissão das partidas ao vivo em sites do ramo, para o usuário assistir enquanto aposta.

Porém, vale lembrar que não será possível assistir as partidas em território brasileiro, por exemplo. O streaming também estará restrito a 75% da tela e disponível apenas para pessoas cadastradas e com dinheiro em conta.

A receita da venda dos direitos internacionais – tanto para transmissão televisiva como para apostas – deve ser dividida igualitariamente entre os clubes da Série A, que ficariam com 75% do bolo. As equipes da Série B levariam 20% da fatia, enquanto 5% seriam destinados à Série C. Como o acordo ainda não foi oficializado, os times da Segunda Divisão tentam aumentar seu percentual para 25%.

Apenas o Athletico não participou da reunião da Comissão Nacional de Clubes que encaminhou o tema na última sexta-feira (17). Caso o clube não assine contrato, ficaria sem sua cota. Mas, ao mesmo tempo, bloquearia a transmissão de 38 dos 380 jogos do Brasileirão para o exterior.

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