Bellintani é contra adequação ao calendário europeu sem planejamento

Presidente do Bahia disse que a mudança precisa ser planejada

Em meio a pandemia do novo coronavírus que paralisou todas as competições esportivas no Brasil, os clubes se reuniram com a CBF para tratar de assuntos relacionados ao calendário do futebol brasileiro e foi ventilado a possibilidade do Brasil adequar o seu calendário ao europeu ainda nesta temporada. O presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani aprova esse ajuste, mas não nesse momento e sim com um planejamento de médio prazo. Segundo o mandatário, é preciso dois ou três anos de antecedência e se mudança se for feita de qualquer jeito, pode quebrar os clubes.

 

“Seria bom para o Brasil se a gente conseguisse ter um calendário equivalente ao europeu. Conceitualmente, é muito bom. Qual é o problema? Se isso for feito nas circunstâncias atuais, pode ter certeza que os clubes quebram absolutamente este ano. Isso seria feito sem o mínimo de planejamento de médio prazo. Isso para ser feito tem que ser programado com dois ou três anos de antecedência. Pensar em mudar calendário agora me parece ação absolutamente desproporcional, e fruto do acaso, não de um planejamento. Seria um falso modernismo. Uma modernidade que se tenta atingir, mas de maneira forçada e sem planejamento. E aí não adianta. Cai por terra e perde a oportunidade que talvez daqui a dois anos possa vir fruto de um planejamento”, disse em entrevista ao podcast “Dinheiro em Jogo”, do Globoesporte.

Num cenário em que o Campeonato Brasileiro começa em agosto e termina apenas em maio de 2021, emissoras de televisão e patrocinadores postergariam grande parte dos pagamentos, enquanto o clube manteria as suas responsabilidades com jogadores e funcionários.

“Como é que faz isso sem planejamento? É impossível, eu diria, ajustar esse ano, salve se houver uma repactuação econômica que dê aos clubes a capacidade de se planejar e se preparar. Todos os clubes estão imbuídos para manter o formato, pontos corridos, quando der para começar com segurança sanitária”, destacou.

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