Dado valoriza intercâmbio entre o time principal e o transição do Bahia

Times (principal e transição) treinam no mesmo turno no novo CT

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Com cinco competições para disputar na temporada 2020, o Esporte Clube Bahia decidiu este ano utilizar o time de transição em todo Campeonato Baiano. O responsável por comandar a equipe é Dado Cavalcanti, que chegou ao clube no ano passado e comandou o grupo nas disputas do Campeonato Brasileiro de Aspirantes e na Copa Baiana de Aspirantes. Com alguns atletas remanescentes, o elenco também conta com caras novas como o goleiro Mateus Claus, o lateral Lucas Rodrigues, os zagueiros Anderson e Fábio Alemão, o volante Ramon e os atacantes Fessin, Alesson e Régis. O meia Arthur Rezende, que chegou inicialmente para integrar o sub-23, foi incorporado ao elenco principal a pedido de Roger Machado.

 

Em coletiva de imprensa na sexta-feira no CT Evaristo de Macedo, o técnico Dado Cavalcanti falou sobre o projeto do time B e a preparação para estreia na temporada próxima quarta-feira, às 21h30, contra o Juazeirense, em Juazeiro, pela primeira rodada do Campeonato Baiano. O treinador fez questão de valorizar o intercâmbio entre os dois times (principal e transição), já que ambos treinam no mesmo turno na Cidade Tricolor, o que facilita a troca de informações entre os treinadores e a possibilidade de se observar os jogadores e testar na equipe principal ou vice-versa.

“O processo acontece muito no dia a dia. Hoje temos dois atletas treinando com Roger. Ontem foram três. Acontece por estarmos no mesmo horário. Isso traz benefício para todos. É importantíssimo. Sobre jogo, é mais específico. O calendário da equipe principal é mais sacrificado. Temos que estar preparados para atender as necessidades. Havendo necessidade de ceder atletas, estamos prontos para fazer. Havendo contrapartida, algum atleta do principal precisar ganhar minutagem, as portas estão abertas. Somos um só, somos Bahia”, afirmou o treinador.

“Tecnicamente a gente entende que a transição não é mais formação, não entendemos como base. Mas visualizamos utilizar os jogadores que não estão totalmente prontos para usar a camisa principal do Bahia e dar resposta pela exigência que há. Esse processo não nos permite permanecer com grupo numeroso. Não temos interesse em permanecer com os atletas por muito tempo. É desenvolver para atingir o espaço acima ou ceder espaço para que outros venham. O processo começou ano passado. A primeira etapa foi a formação da equipe para a disputa do Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Conseguimos prospectar jogadores da região, com custo baixíssimo. Foram contratos baixos, amarrados para o futuro. Utilizamos jogadores que por algum motivo não conseguiram jogar o melhor no time principal do Bahia e utilizamos atletas do sub-20. Na segunda etapa, tivemos a avaliação pós-brasileiro. O terceiro momento, um momento final do projeto, foi a construção do elenco que disputa o estadual e estará pronto para ser utilizado para desafogar o calendário da equipe principal. Temos um elenco de jovens, nosso objetivo de trabalho é esse. Jogadores que podem se desenvolver e trazer frutos para o Bahia. Existe outra prerrogativa. Atleta que pode não jogar no Bahia, mas trazer fruto em negociação, abrindo espaço para outros atletas”, disse o treinador.

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