Bahia caminha na direção certa e o torcedor precisa ter paciência!

"Bahia paga em dias e tem um CT DE PRIMEIRA LINHA."

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Ontem ao conversar com um motorista de aplicativo sobre o EC BAHIA falamos muitas resenhas e, é claro, sobre o atual panorama do esquadrão enquanto clube e preocupados também com o elenco que disputará a temporada 2020, contratações, patamar financeiro, briga por títulos entre outros assuntos relacionados ao nosso clube de coração, como se faz numa boa resenha. Inicialmente eu toquei num assunto que é recorrente, que é a falta de paciência do torcedor do clube, muitos que criticam a administração do clube, as contratações, a base etc. Eu como tenho uma visão um pouco mais fria, moderada e busco informações sobre alguns aspectos, acabo por olhar como o Bahia pode se sobressair enquanto clube em um cenário dominado por grandes potências financeiras do Sul/sudeste.

 

Inicialmente falar da austeridade financeira, é importante ressaltar que quando um clube de futebol, assim como qualquer empresa é bem administrado isso reflete aos olhos de muita gente. Digo isso por duas questões, uma que na visão do jogador profissional em si, que consulta os demais colegas de profissão para saber se onde ele está as coisas andam no eixo, a segunda é se o clube possui estrutura física para um bom desenvolvimento das atividades. Hoje o Bahia se encaixa nesses dois quesitos, paga em dias e tem um CT DE PRIMEIRA LINHA.

                                                                         Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Aliado a isso, alguns torcedores que vejo comentando nas rodas de conversas ainda insistem em criticar a ações afirmativas, com a justificativa de que isso não necessariamente seja o foco do clube. Um time de futebol forte é visto pelos patrocinadores pela divulgação da sua marca para o maior número de pessoas possível. O que o marketing do Bahia fez foi mostrar o clube durante o ano todo para a mídia nacional e internacional com essas campanhas, pois a visibilidade do clube se ampliou e a marca se fortaleceu a partir do momento em que sites de todo o mundo citar essas ações do clube em suas matérias. A outra forma de ganhar visibilidade é ganhando títulos de expressão ou ficando no topo da tabela ou então chegando longe nas Copas para que aí os noticiários se voltem para nosso distintivo, coisa que ocorreu com mais frequência no primeiro semestre de 2019.

Com relação a reestruturação do clube e o sub 23 o chamado time de transição, no primeiro caso, quando cito a falta de paciência do torcedor vejo sempre o exemplo do Athletico do Paraná, não pela torcida deles, pois a nossa é muito maior, mas pela paciência, afinal é um processo que vem desde 1995, isso mesmo, foram 23 anos para conquistar um titulo internacional após esse processo de reestruturação.  Ganharam a Copa Sul-Americana, (mesmo que na mão grande a gente viu e sabe) e a Copa do Brasil 2019. É um time sem medalhões, mas muito competitivo e que agora pode pedir 20 milhões de euros em atletas vindo do sub 23, como pede por Bruno Guimarães e outro vendeu o Renan Lodi pro 20 milhões de Euros. Passou a usar seu sub 23 integralmente a partir de 2013 e somente ganhou o título estadual com o time anos depois, mas trouxe vários jogadores para seu elenco principal com um custo reduzido, pois foi a maneira que encontrou para competir com os gigantes com maior poderio financeiro.

Não vejo o Bahia num caminho diferente deste, afinal, hoje o clube faz propostas sólidas e para ter os direitos econômicos dos atletas que buscam trazer, para assim ter o retorno do investimento, mire-se que Zé Rafael chegou por 500 mil reais como ativo do clube e foi vendido por 14,5 milhões de reais. E o que foi iniciado há 25 anos atrás pelo time paranaense está sendo feito aqui há apenas 7 anos na Boa Terra. Medalhões com caros salários que só vinham sugar não são mais o foco, para quem reclama de contratações lembrem se de que já tivemos jogadores, com nível técnico baixíssimo aqui anos atrás, tal como Pantico, Moré, Jones Carioca, Reinaldo Aleluia, William Barbio dentre outros, e jogadores medalhões que deixaram dívidas, processos, prejuízos quando vieram a peso de Ouro e não deram nenhuma resposta em campo.

Claro que cito os atletas com todo respeito aos profissionais, mas os nomes ilustram que a memória da exigente torcida não enxerga o quanto isso mudou e hoje contrata-se jogadores de bom nível sim e que vem pra cá como ativos do clube e agora estes podem  e devem ser devidamente exigidos para serem competitivos, pois estão em dia com seus salários, não tem desculpa.

Enfim, sei que torcedor é 99% coração e 1% razão e temos todo o direito de cobrar, pois assim como todos, quero meu Bahia na primeira prateleira do futebol nacional, disputando em cima de igual pra igual, mas também sei reconhecer  que o trabalho de bastidores envolve coisas muito mais complexas, tais como são os tramites burocráticos pouco compreendidos por nós, mas que são necessários para a sobrevivência do tricolor. A torcida deu a resposta se associando, mas, é fundamental se associar mais ainda, pois é esse o fortalecimento financeiro que o clube precisa para trazer contratações de impacto, sem depender de outras fontes de renda.

O futebol é feito de erros e acertos, mas em meio a muitos erros, um acerto pode ser uma solução, pois se trata de um esporte milionário, com cifras estratosféricas que as vezes fogem da nossa alçada. Assim, vejo sim a necessidade de melhorias, afinal, tem que melhorar sempre e não consigo ver toda essa terra arrasada que muita gente diz por aí. O BAHIA É GIGANTE, juntos somos mais fortes.

Acreditando num 2020 melhor!!!

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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