Roger admite gosto amargo, mas avalia ano do Bahia como “positivo”

"Nossa oscilação foi maior do que a gente esperava", disse

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Esporte Clube Bahia se despediu da temporada 2019 neste domingo (08) com derrota para o Fortaleza por 2 a 1 na Arena Castelão, finalizando o ano com um gosto amargo, como destacou o técnico Roger Machado na entrevista coletiva. O Esquadrão ficou no 11º lugar com 49 pontos, abaixo do limite esperado pela diretoria que colocou G-10 como meta. Apesar do segundo turno decepcionante que tirou o time da briga pela vaga na Libertadores, o técnico Roger Machado fez um balanço da temporada e vê pontos positivos. O treinador entende a frustração do torcedor pela expectativa gerada durante o ano, mas destaca que mesmo com a oscilação, o tricolor perdeu poucas posições na tabela.

 

“A gente tem que fazer uma avaliação do contexto geral, claro sem deixar de avaliar o contexto geral e dividir o campeonato por etapas e ver os momentos que foram bons e outros nem tanto. A queda durante o campeonato é natural. Um campeonato muito longo. Alguns oscilam no começo, como foi o caso do Fortaleza e depois no final fez uma arrancada boa, que deixa sensação de dever cumprido e final de campeonato com excelência. O nosso 70% da competição a gente atuou em altíssimo nível e uma queda técnica das nossas principais lideranças da equipe e que não sustentaram as boas atuações. O que a gente tem que avaliar é entender em que aspecto precisa melhorar, que posições precisa subir nível para que consiga manter regularidade maior. Do contexto geral, na minha opinião, tem aspectos positivos. Claro que a frustração do torcedor pela expectativa gerada durante o ano. Fica um gosto amargo em função do que os atletas, do que o grupo fez e poderia fazer na competição. Nossa oscilação foi maior do que a gente esperava, nossa primeira parte foi tão boa que a gente perdeu poucas posições na tabela mesmo oscilando bastante”

“O jogo tinha muita coisa na disputa. Isso a gente salientou na palestra, que era a possibilidade de fazer a melhor campanha da história do clube, era a possibilidade do ponto de vista financeiro. Acabar na frente, sabe-se que tem impacto na premiação, que é dividida pela posição na tabela, você tem acréscimo nesta questão. Era a condição de a gente acabar um ano com vitória, com perspectiva e viés de subida. Essa queda deixa um gosto amargo na garganta do nosso torcedor, pelo que a gente vinha vindo e pela frustração de não ter conseguido estar perto daquelas vagas que foram disputadas pela Libertadores. Tinha muita coisa na disputa. Foi um jogo que as equipes alternaram os domínios. O Fortaleza saiu na frente, empurrado pelo torcedor, no começo do jogo. A gente equilibrou, criou oportunidade com Gilberto. Depois, numa jogada de falta, Artur empatou. A gente seguiu no segundo tempo, começamos melhor. O Rogério mexeu, colocou dois jogadores de área. Também fiz uma mexida para não permitir que a gente fosse empurrado para dentro do nosso campo em função dessa pressão perto de final de jogo. Mas, infelizmente, não foi possível. Gol numa jogada de bola roubada de frente da área, num momento em que nós estávamos saindo para atacar. Fica um gosto de fim de ano de frustração. Mas eu tenho, do contexto geral, pontos muito positivos, que a gente pode relacionar, nesta temporada, e projetando um 2020 muito melhor.”

“A gente veio forte para o ano que vem. Buscar avaliar o que a gente fez de bom, onde a gente pode melhorar, que posições precisamos buscar reforços, que outras tivemos avaliação de que estamos bem servidos, para iniciar um ano forte, um ano que vai ser de muita expectativa pelo que a gente fez também neste ano. Meu contrato já é vigente até o fim do próximo ano, e a permanência é certa.”

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