Em nota divulgada pelo Bahia, Diego Cerri explica recusa ao Palmeiras

Diretor de futebol disse não ao Palmeiras nesta terça-feira

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Frustrando a diretoria do Palmeiras que já contava com a chegada do diretor de futebol para dá início a reformulação do elenco e continuar a busca pela nova comissão técnica, Diego Cerri recusou a proposta e confirmou a permanência no Esporte Clube Bahia. Em nota divulgada no site oficial do Esquadrão de Aço, o dirigente explicou os motivos. Segundo ele, foi firmado “um compromisso de tocar um projeto muito grande de cada vez mais profissionalizar o Bahia” e entendeu que precisava honrar esse compromisso até o final de 2020. Cerri ainda destacou que tem “muita ambição de colocar o Bahia no lugar que ele merece, no topo das instituições do Brasil”. Veja a nota ao final do texto.

 

Cerri era o nome mais cotado para assumir o lugar antes ocupado por Alexandre Mattos, demitido após a derrota para o Flamengo, pelo Brasileirão, juntamente com o técnico Mano Menezes. As negociações avançaram e o acordo era dado como certo pela imprensa paulista, porém, o dirigente recusou o convite e preferiu continuar seu trabalho no Tricolor Baiano.

Essa não é a primeira vez que Diego Cerri recusa propostas de outros clubes para continuar um trabalho longo no Bahia, que iniciou em 2016, ainda na gestão de Marcelo Sant’Ana. Em 2017, o Santos tentou levar o dirigente tricolor para a Baixa Santista, mas recebeu um “não” como resposta. Em 2018, o Al-Wahda, da Arábia Saudista, tentou tirá-lo do país, mas também não conseguiu. Agora é a vez do Palmeiras que voltará ao mercado em busca de um diretor de futebol. Paulo Autuori, que deixou o Santos recentemente, e Paulo Pelaipe, do Flamengo, também foram cogitados. O segundo, porém, renovou com o clube rubro-negro até o final de 2020.

VEJA A NOTA:

“Na tarde desta terça-feira, comuniquei ao presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, que – apesar de honrado com o convite feito para assumir a direção de futebol do clube – tomei a decisão pela permanência no Bahia.

Quando o presidente Guilherme Bellintani assumiu, firmamos um compromisso de tocar um projeto muito grande de cada vez mais profissionalizar o Bahia. Senti que precisava honrar este compromisso até o fim. Em 2020, traçamos como meta galgar voos ainda maiores.

Ouvi, sim, o projeto do Palmeiras, pois sou profissional e respeito muito a instituição. No entanto, este não era o momento de romper o trabalho sério e profundo que temos feito com o Esporte Clube Bahia.

Faço questão de deixar claro que a parte financeira em nenhum momento pesou em minha decisão, sem mudanças em remuneração ou premiação no meu contrato com o Bahia.

Tenho muita ambição de colocar o Bahia no lugar que ele merece, no topo das instituições do Brasil. Além disso, sou muito orgulhoso em trabalhar em um clube que presta um serviço enorme com causas sociais sérias e necessárias, como forma de retribuição do futebol à sociedade.

Obrigado novamente ao Palmeiras pelo convite. Agradeço também ao carinho dos torcedores dos dois clubes, que recebi durante esses dois dias. Ao torcedor tricolor, tenha certeza que o trabalho dessa gestão continua firme em 2020! Bora, Bahêa!”

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