Roger lamenta desequilíbrio no futebol brasileiro e elogia políticas do Bahia

"Atletas olham o Bahia com a possibilidade de desenvolver um projeto"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Esporte Clube Bahia vem se destacando pelas campanhas de impacto social de engajamento em diversas causas, que buscam fortalecer a cidadania. Seja no combate à violência contra mulheres ou a homofobia, discussão do racismo, realização de exames de DNA de graça para tirar dúvidas sobre paternidade e, mais recentemente, o desastre ambiental pelo vazamento de óleo nas Praias do Nordeste, com a criação de uma camisa fazendo alusão a mancha de óleo que foram leiloadas para ajudar grupos de voluntários. O técnico Roger Machado elogiou as políticas alternativas do clube e destacou que o “campo é somente o último elo da corrente”.

 

“O que posso falar é do Bahia e do que vivo no clube diariamente. O campo é somente o último elo da corrente. Quando de cima para baixo, todos os elos anteriores estão fortes, o campo vai de arrastado. O movimento que o Bahia tem feito nos últimos anos tem proporcionado ao clube almejar coisas maiores. Atletas olham o Bahia com a possibilidade de desenvolver um projeto, isso tem valor.”

O treinador também comentou sobre a falta de equilíbrio no futebol brasileiro, onde clubes com maior poderio financeiro levam muita vantagem em relação a outros que recebem uma fatia pequena. “Esse ano a gente já deve ver. Impacto de diferença dos valores dos clubes vai impactar na diferença dos que estão na frente para os últimos. Times que conseguiam tirar ponto de quem está na frente, não consegue mais. É o desequilíbrio. É o livre mercado. O livre mercado deixa alguns ricos e outros pobre. Para que não corra o risco de se tonar uma liga que dois disputam e os outros fazem figuração, a gente tem que achar outro modelo. Senão um tem uma folha x e o outro tem uma folha quatro vezes mais. Não vai haver competitividade. Os clubes se organizaram e merecem isso. Mas um órgão precisa regular para que a gente tenha equilíbrio.”, disse.

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