Comentarista enaltece Bahia de Roger em resposta a Renato: ‘Tem personalidade’

"Roger, mais do que tática ou técnica, deu ao Bahia personalidade"

Foto – Felipe Oliveira/EC Bahia

A entrevista de Renato Gaúcho após a derrota para o Esporte Clube Bahia pegou mal e segue rendendo assunto na imprensa. Agora foi a vez de Ricardo Gonzalez, comentarista dos canais SporTV, expor sua opinião em sua coluna no site Globoesporte, citando antes a maneira deselegante que o treinador teve com Jorge Jesus para valorizar os seus jogadores. O jornalista frisou que Renato conhece de futebol o suficiente para saber que a campanha do Esporte Clube Bahia é excelente, muito mais do que um time que só pensa em defender, e que o time de Roger Machado não é temível na Fonte Nova ou presa fácil fora. Além disso, destacou que Roger, mais do que tática ou técnica, deu ao Bahia personalidade. “Se o técnico entende que é preciso atacar, o Bahia não tem medo de quem quer que seja”, exaltou.

 

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Quando, antes do jogo de ida contra o Flamengo pela Libertadores, Renato Gaúcho foi pouco elegante com Jorge Jesus para valorizar o seu excelente Grêmio, critiquei a postura. Conversei com Renato, ele me mostrou todo o seu respeito com o colega português, publiquei sua versão e a fervura entre os dois abaixou. Agora, na coletiva depois da derrota para o Bahia, meu amigo Renato voltou a mandar mal. Sem citar especificamente o adversário ou seu ex-jogador Roger Machado, disse que há times que não querem jogar, que só se defendem, que só há quatro times no Brasil que atacam, um deles o Grêmio. Mais uma vez, para realçar um valor que, de fato, Renato e o Grêmio têm de sobra, ele desdenha do trabalho dos outros.

O verdadeiro Renato é o que atende torcedores, ajuda os que o cercam e se emociona de verdade com o carinho da crianças, como demonstrou mais uma vez em Fortaleza, neste sábado. Não o que desdenha de Jorge Jesus e Roger. A questão é que às vezes ele escorrega. Renato conhece de futebol o suficiente para saber que a campanha do Bahia é excelente, muito mais do que um time que só pensa em defender. Basta lembrar que o time de Roger impôs 3 a 0 ao Todo-Poderoso Flamengo de Jesus.

O Bahia não é hoje mais um time temível na Fonte Nova e presa fácil fora. Roger, mais do que tática ou técnica, deu ao Bahia personalidade. O time aprendeu a jogar de várias formas, de acordo com diferentes adversários ou mesmo dentro de uma mesma partida. Se o técnico entende que é preciso atacar, o Bahia não tem medo de quem quer que seja. Se o técnico manda defender, o Bahia não se acanha de jogar como time pequeno, achem o que acharem os outros.

Contra o Grêmio, com a “seleção” completa (tinha a obrigação de ganhar, não, Renato?), porque o Bahia deveria atacar sem critério? Defendeu-se com enorme competência, e não é mais problema de Roger (ex-treinador, ex-lateral e ainda ídolo de muitos gremistas) se o Tricolor Gaúcho não teve bola para superá-lo. Mas teve sempre a vitória em foco, na mira. Foi no último lance do jogo praticamente, mas e daí? O placar é claríssimo ao mostrar que o Bahia fez mais gols do que o Grêmio.

Renato exalta, com razão o seu time. Mas com quem é mais fácil montar uma defesa, com Geromel, Kanemann, Maicon e Matheus Fernandes, ou com Lucas Fonseca, Juninho, Flávio e Gregore? E o propalado espírito de atacar, em que linha é mais fácil forjar: Alisson, Luan, Cebolinha e Tardelli, ou Artur, Guerra, Élber e Gilberto?

Muito mais fácil do que ter a empatia que Renato tem com torcedores até rivais e com crianças, muito mais fácil do que ser o sujeito generoso e do bem que passei a admirar desde 1989 na Copa América, é ele deixar de lado os pitacos sobre os trabalhos alheios e focar em exaltar o próprio. Até porque, exaltar o Grêmio é algo mais fácil ainda.

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