Os desafios da Janela de Transferências para o Bahia: Um dilema a ser resolvido por Bellintani e Diego Cerri

"queremos contratações, independente de perder ou não jogadores"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Um dilema a ser solucionado pela diretoria do Bahia é o de contratar certo e manter o que tem de bom no elenco para seguir com a base do time que tem feito um bom papel com peças como Eric Ramires, Artur, Douglas Augusto, Gregore e Gilberto. Como a diretoria vai solucionar essas questões? A taxa de vitrine é uma coisa já feita há algum tempo pelo Bahia, contudo não tem logrado o êxito na seara esportiva, muito menos na financeira, pois ficamos a ver navios com alguns destaques que começam a dar frutos e resultados e que são tirados sem a menor cerimônia, pois não pertencem ao clube em troca de uns trocados, haja vista que a maior fatia do bolo não fica com a gente.

 

É importante observar que realmente é difícil travar uma briga em paridade com os euros do exterior, mas quando se promove jogadores de outras equipes que jogam com qualidade e que fatalmente atrairão esses olhares, é bom ter uma carta na manga para quando isso ocorrer.

Se os outros clubes vendem jovens promessas, temos que ter a competência de criar jovens jogadores com nível europeu e ter a coragem de lançá-los, afinal eles se preparam a base inteira visando o profissional e tem sim que ser testados, para gerar receitas integrais ao esquadrão, não migalhas de vitrine. Hoje lançaria Ignácio, que se mostrou um zagueiro seguro e rápido, que já foi testado ano passado contra o Grêmio, no jogo em que o Bahia foi roubado na Arena gremista e mesmo no fogo se mostrou veloz, seguro e freou o Grêmio naquele jogo.

Muita gente pode criticar, mas contratar hoje realmente não é fácil, há uma horda de empresários vorazes que inflacionam e dificultam a contratação, quer seja por motivos de o clube estar fora do eixo sul/sudeste ou por motivos financeiros. Fato é que o Bahia hoje é um clube que paga em dia, está bem referendado no mercado nacional e internacional, mas como disse o presidente, não tem margem para erro. Mas como o tempo urge, requer necessário que se atue com mais velocidade sim, mas com a precisão cirúrgica para não errar.

Outra coisa que vejo é uma resistência do clube a jogadores estrangeiros, em especial os sul-americanos, pois em outros clubes há um grande número de acerto nessas contratações e no Bahia, com um DADE implantado há um bom tempo, só Mena e Mendonza lograram algum êxito esportivo na atualidade. Há hoje em dia, uma equiparação dos jogadores sul-americanos com os do Brasil com o bônus que esses jogadores mostram um nível de comprometimento e profissionalismo bem maior além de olharem o Brasil como uma janela muito mais ampla para o sucesso

Fato é que estamos a ponto de perder alguns dos nossos atletas próximos de um jogo decisivo pela copa do Brasil e na continuidade do Brasileirão e nesse momento é imprescindível que se mantenha a pegada do primeiro semestre e que o nosso ano seja positivo, é claro que projetando título da Copa do Brasil sim, tem que ter essa ambição porque é em campo que se resolve as coisas.

No fim, queremos contratações sim porque é preciso independente de perder ou não jogadores, em especial, um meia de ligação que pense o jogo e um zagueiro, como prioridade e a manutenção da espinha dorsal que temos atualmente, caso contrário, o trabalho vai recomeçar do zero e sabe lá deus o que esperar.

Diego Campos, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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