Futebol Feminino: O que as mulheres tem a nos ensinar?

"No futebol feminino, o jogo é jogado, o bom futebol prevalece"

Foto: Elsa/Getty Images

Em tempos de Copa América, sediada em nosso país, grande parte dos olhares dos amantes desse esporte geram grandes expectativas sobre o torneio. No entanto, meu olhar, resolveu se debruçar, sobre outro evento, bem menos badalado, ainda que a mídia tenha se esforçado em atrair a atenção do grande público em geral. Tentando responder ao questionamento do texto, confesso que como expectador da prática de futebol feminino apresentado na Copa da França, país sede do evento máximo do futebol, tenho absorvido muito além do futebol praticado nas quatro linhas, a reflexão tem se apresentado de forma bastante ampla ao contexto do torneio.

 

Afirmo com muita convicção, que de fato, as mulheres tem muito a nos ensinar. Antes de mencionar as regras e práticas do jogo, gostaria de mencionar os valores naturais, a sutileza atrelada a beleza, não só física, mais plástica e miscigenada que enchem de cores aos olhos de quem assisti.

As meninas que praticam o futebol, parecem exercer uma imunização cognitiva contra uma “doença” infecciosa que permeia o futebol. A percepção que não pode passar despercebido nessa Copa da França pelas atletas do torneio, é o entendimento, a disciplina e o respeito mútuo de um ser humano pelo outro, digo isso, em todos os sentidos que a palavra oferece. O (Fair Play) jogo limpo que a FIFA tenta exaustivamente cobrar no futebol, é uma exceção com as meninas, além de praticar um futebol não violento, o tempo de jogo com a bola rolando é dentro da margem estipulada pela Instituição.

O que tenho apreciado é a disputa sem violência física e moral, sem preconceitos e encenações que visam ludibriar e prejudicar o espetáculo. No futebol feminino, o jogo é jogado, o bom futebol prevalece, as meninas parecem ser imunes as doenças que deixaram o futebol pragmático, ocioso e extremamente metódico.

Observo o respeito pelo árbitro, pelas decisões da tecnologia, o uso do tão polemico (VAR), fica nítido que o comportamento se diferem dos atletas masculinos nas tomadas de decisões.o algo especial. Efetivamente, esse ser, que são mulheres, filhas, mães, esposas, namoradas, arrimos de famílias, ainda carregam consigo, as resistências, tantas lutas e marcas que necessitam ser resignificadas o tempo todo, a desigualdade financeira, o machismo que insiste em afirmar que futebol não é coisa para mulheres, essa doença que persiste na sociedade contemporânea.

Ainda assim, com tudo isso, elas não perdem o brilho nos olhos de lutar e enfrentar os algozes com maestria e sutileza, de chamar nossa atenção que é possível enfrentar desafios, realizar sonhos, dar orgulho a uma nação, ainda que esta mesma nação, tenha muito o que aprender com essas mulheres guerreiras.

Não é só futebol, por isso que elas tem muito a nos ensinar!

Salve nossa meninas!

Elijã Pitangueira, 41 anos, leitor assíduo do Futebol Bahiano e torcedor do Esquadrão de Aço.

 

 

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