Por que Fernandão e Gilberto não podem jogar juntos no time do Bahia?

Por que não Fernandão e Gilberto em vez de Fernandão ou Gilberto?

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

A TEIMOSIA E O DESPERDÍCIO!

Em algum momento no futebol, deparamos com decisões que nos causam estranheza. Guto Ferreira falava muito em convicções para as coisas que entendíamos como teimosia. É perdido entre esses significados que reflito acerca da escalação de Fernandão ou Gilberto, em vez de Fernandão e Gilberto.

O meu ataque seria Artur Vitor (pela fase), Gilberto e Fernandão. Os segundos gols contra o Corinthians e contra o Londrina mostraram essa facilidade que Gilberto tem de jogar pela ponta, se precisar. O próprio Fernandão sai da área para carregar a marcação, para buscar jogo. Dá pra imaginar uma movimentação boa de ataque, adicionada à velocidade de peças como Nino, Artur Vitor e Ramires.

As escalações de ataque do Bahia têm Artur Caíque como titular. Ano passado, tínhamos Edigar Junio com o mesmo estilo – variando entre o centroavante conservador e o que hoje denominam “falso 9” – jogando aberto. Eu considero Artur Caíque, Edigar Junio e Gilberto peças semelhantes e da mesma maneira que os dois primeiros são utilizados, o terceiro também pode ser.

 

Na teoria, jogadores que ocupam a mesma faixa de campo não podem jogar juntos, porque irão se atrapalhar. Na prática, no passado, vi técnicos planejarem a escalação de Tita e Zico, Sócrates e Zenon, Ronaldinho e Rivaldo, como se fosse algo tão difícil. Antes, há referência sobre a escalação de Rivelino, Pelé e Tostão; aqui no Bahia, a escalação de Jael e Souza. O futebol mostrou que o entrosamento e a inteligência arrumam essa situação e que a dificuldade não passa de teoria.

Gilberto e Fernandão são jogadores de área. Gilberto é mais leve, cai pelas pontas, é habilidoso, goleador, rápido, de movimentação inteligente. Fernandão é pesado, mais lento e menos habilidoso, mas é o jogador que conserta as bolas que chegam pra ele na área, com um senso de posicionamento e faro de gol indispensáveis a qualquer time, chute forte, cabeceio certeiro, frieza. Ambos são indispensáveis, são jogadores que só saem por vontade própria ou por propostas irrecusáveis. A pergunta continua: por que não escalá-los juntos?

Enderson disse que não poderia correr o risco de cansar e perder as duas possibilidades. Roger ainda não tentou responder. Guto continuaria seguindo suas convicções. Eu digo que é desperdício de talento ou teimosia.

Luís César Padilha, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

Deixe seu comentário

8 Comentário

  1. Please let me know if you’re looking for a article writer for your
    site. You have some really good articles and I believe
    I would be a good asset. If you ever want to take some of
    the load off, I’d love to write some material for your blog in exchange for a link back to mine.
    Please send me an e-mail if interested. Kudos!

  2. Hello would you mind stating which blog platform you’re using?
    I’m looking to start my own blog soon but I’m having a difficult time choosing between BlogEngine/Wordpress/B2evolution and Drupal.
    The reason I ask is because your design seems
    different then most blogs and I’m looking for something unique.
    P.S Apologies for being off-topic but I had to ask!

  3. É muito comum o torcedor pensar no time apenas atacando, e esquecer dele quando não tem a posse de bola. A recomposição defensiva de um time com Fernandão e Guilherme seria mais lenta, e se você observar, no Brasileirão, os contra-ataques são mortais, o Corinthians ganhou um campeonato brasileiro jogando assim, reativamente.
    Povoando mais o meio, com um 442, acertando esta movimentação, contra equipes que atuem completamente fechadas, com uma transição ofensiva mais lenta, esta formação poderá ter muito êxito, mas para a maioria das partidas da Série A, não parece ser a ideal.
    Artur Caique está fora de sintonia com os companheiros, mas certamente irá encontrar o seu melhor futebol, e suprirá as necessidades do time, pois tem muita qualidade e inteligência, está se readaptando ao nosso futebol. Devemos confiar no nosso treinador, que não nos deu mostras de ser burro ou teimoso, muito pelo contrário.
    Se formos falar em saudosismo, tenho saudades das informações dos “setoristas” que traziam as informações de como as coisas estavam ocorrendo nos treinamentos.
    Com a formação atual, com os nossos jogadores melhorando um pouco os seus desempenhos (compatível com a capacidade técnica de cada um), poderemos fazer uma boa campanha. Aliado a isso, precisamos de reforços, principalmente de um homem de criação no meio campo, pois Ramires em breve sofrerá forte marcação, e além disso, dificilmente permanecerá no Brasil após a abertura da próxima “janela internacional”.

    • Na verdade, Eric Ramires já vem sendo bem marcado, perceba a sua movimentação em campo, sempre que ele entra no terço final do campo, algum marcador cola nele por que sabe que ele é decisivo, no meio campo ele sempre é o primeiro a abafar a bola do adversário, quando tinha Zé Rafael, era difícil suportar os dois, eram chatos e subiam juntos ao mesmo tempo, uma dupla imbatível. Hoje Ramires tem que abafar só, e Arthur/Arthur Caíque não tem o poder de desarme que Zé tinha, no final ele está cansado e mesmo sendo ótimo nas reposições defensivas, não pega muita bola livre pra decidir como fez no jogo contra o Corinthians, aí vem um monte de torcedor doente que só acha que joga bola quem dribla e não vê a importância dele sem a bola e fica criticando o garoto, Ramires é o tipo meia que joga sempre no 1,2 se precisar jogar só ele se perde na criação e nos desarmes.

  4. A RESPOSTA PARA A SUA PERGUNTA LUIS CESAR, É PORQUE O BAHIA AINDA NÃO TEM UM MEIA ATACANTE QUE SE ENCAIXE NESTE ESQUEMA TÁTICO 4-4-2. AGORA LHE FAÇO OUTRA PERGUNTA: “PORQUE FERNANDÃO E GILBERTO PRECISAM JOGAR JUNTOS ?”

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*