Guilherme é apresentado no Bahia e concede primeira entrevista coletiva

Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/E.C.

O Esporte Clube Bahia apresentou na tarde desta sexta-feira o meia-atacante Guilherme, de 30 anos, que chega por empréstimo do Corinthians até 31 dezembro de 2019, com possibilidade de renovação por mais um ano e todos salários pagos pelo clube paulista como forma de quitar a dívida pela compra de Juninho Capixaba. Na temporada passada, o jogador estava no Athletico-PR, onde foi campeão da Copa Sul-Americana, porém, encerrou o ano como reserva e pouco utilizado. Além do Timão, passou ainda por Cruzeiro e Atlético-MG, e acumula títulos importantes como Libertadores, Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana.

Na primeira entrevista coletiva como jogador do Bahia, Guilherme falou sobre a concorrência que terá no elenco e garantiu que irá focar bastante nos treinos para conquistar seu espaço. Ele também elogiou o elenco tricolor e falou sobre suas características dentro de campo.

“Em nenhum lugar que cheguei tive o pensamento de estar sozinho. Chego com muito respeito. Esses dois são jogadores de qualidade, mas ficaram alguns que esperavam a saída deles para ter mais oportunidade. Não me vejo sozinho nessa disputa. O que vai indicar são os treinamentos. Todos estão focados. Vou procurar fazer minha parte bem feita”, afirmou o meia.

“Chego muito bem. Não foram lesões repetitivas. O que é repetitivo é como é divulgado na mídia, e nem sempre é verdadeiro. Cheguei em 2017 no Athletico, em seguida tive uma fratura na vertebra, que foi um acidente, uma joelhada que tomei, fiquei 40 dias afastado, e agora no fim do ano, fraturei o dedo do pé. Foram dois acidentes. Importante frisar que esse tema lesão é um passado distante. Muscular, estou muito bem. Minha cabeça está muito boa para estar mais vezes em campo”, disse.



“Estive em Salvador com 13 anos. Me emociono, porque estou em um grande clube, o maior do Nordeste. Quando criança, acompanhei a base das duas equipes. Posso retornar com minha família formada, com minhas duas filhas. […] Cheguei em 2002. Sou do Maranhão. Vim para o Real Salvador. Tenho alguns amigos que ao longo dos longos perdemos o contato, mas acredito que, aos poucos, vão aparecer. Joguei na Boca do Rio, no campo militar da Pituba, Cidade Baixa, nos interiores. Camaçari. Dias D’Ávila. Não é uma região desconhecida [para mim]. Estou feliz em estar retornando. Não é só trabalho. É uma questão emocional. Foi a primeira vez que saí de casa. Fiquei pouco mais de um ano. Agora, poder confirmar minha história no profissional, de outra forma, e quem sabe marcando meu nome na história do clube”

 “Posicionamento, surgi como atacante. Com a dinâmica do futebol, mudança de esquema, fui recuado, mas não por falta de lugar, mas porque a qualidade me permitiu. Hoje estou mais habituado para jogar ali, organizar o time, chegar na frente, fazer gols. Também tive um momento pelo lado, com o Fernando Diniz, foi um momento especial porque não me achava capaz de fazer. Depois que fui treinado por ele, me senti capaz. Não me limito jogar um uma só função. Mas me sinto mais um meia chegando no ataque”

“Elenco é fortíssimo. Foi uma das questões que me fez vim para cá. Um clube que está se consolidando, fez duas temporadas muito boas, fez a melhor campanha na Série A no ano passado, tem jogadores de qualidade, manteve a comissão, boa parte do elenco. É importante para o jogador que está chegando se encaixar no perfil. Tem tudo para essa junção ser boa. Venho para ajudar, para fortalecer um grupo que é forte”

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