Com saída de Edigar, Geovane Itinga deve ganhar chance no elenco principal do Bahia

Vice-presidente Victor Ferraz confirmou a possibilidade

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

O atacante Edigar Junio está mesmo de saída do Esporte Clube Bahia, clube que defende desde 2016. O destino será o Yokohama Marinos, do Japão. No clube japonês ele irá reencontrar dois velhos conhecidos: o zagueiro Thiago Martins e o atacante Kayke, ex-companheiros dos tempos de Bahia, além do também brasileiro Marcos Júnio, ex-atacante do Fluminense. O diretor de futebol Diego Cerri confirmou recentemente que o processo está adiantado.

“Está adiantando o processo do Edigar. É um empréstimo para o Japão. Foi um pedido expresso do atleta, via como grande oportunidade na carreira. Está encaminhado”, explicou Cerri.

Nesta quarta-feira (09), em entrevista ao Globoesporte, o vice-presidente do Bahia, Victor Ferraz, comentou sobre a saída do jogador e a possibilidade de reposição. De acordo com o dirigente, o jovem atacante Geovane Itinga vem fazendo “um trabalho com Claudio Prates e tem plenas condições de atuar em algumas competições”. O jovem atacante foi artilheiro da Copa São Paulo em 2016 com oito gols. Além disso, no elenco tem outros nomes que podem ocupar o espaço deixado por Edigar, não havendo necessidade (segundo ele) de se apressar na busca por um substituto.

“Edigar Junio foi um atleta que, inicialmente, foi contratado e atuou como um atleta extremo, nas pontas, aberto. E desempenhou muito bem. Num segundo momento, ele se encontrou como centroavante, teve um final de Campeonato Brasileiro 2017 muito bom. E, durante o ano de 2018, também teve bons momentos atuando como centroavante. Nós temos, para a posição, dois atletas que nós temos confiança plena. Gilberto e Brumado. Temos também Itinga, que está fazendo um trabalho com Claudio Prates e tem plenas condições de atuar em algumas competições, em alguns jogos. Pode ser que, se surgir alguma oportunidade no mercado, a gente traga um outro atleta. Mas tem que ser algo que realmente valha a pena, não trazer por trazer, pelo fato de Edigar ter saído. Em relação aos extremos, a gente entende que nós estamos bem servidos, com um material humano bastante interessante. Temos Rogério, Élber, Marco Antônio, Artur, Iago, que chegou, vem trabalhando muito bem. Então a gente acha que o material humano é muito bom. Caso surja alguma oportunidade de mercado interessante… Mas, à priori, não é uma prioridade ou uma urgência que a gente tenha”.



Edigar Junio, que renovou contrato recentemente até o final de 2020, é um dos jogadores com mais tempo de clube no atual elenco. Chegou ao Bahia em 2016 e ajudou a reconduzir o Esquadrão de volta à Série A, marcando 16 gols em 47 jogos naquela temporada. Em 2017, jogou 40 partidas e marcou 15 tentos, um deles na final da Copa do Nordeste no triunfo por 1 x 0 sobre o Sport-PE que decretou o tricampeonato do nordeste, e 12 na Série A, em que foi artilheiro do time.

Em 2018, mesmo com a queda de rendimento e algumas lesões que contribuíram para tal, Edigar balançou as redes 13 vezes em 54 jogos, sendo campeão baiano. No total, chegou a marca de 44 gols em 141 pelo clube nas três temporadas. Se mantiver o ritmo de gols marcados, em 2019 pode superar alguns ídolos do clube, como o atacante Zé Carlos, bicampeão brasileiro em 1988 e com 50 gols na conta, além do centroavante Robgol, com 53 gols e Marito, ex-ponta e herói do título de 1959, com 60 gols.

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