Bellintani poderá se tornar o melhor presidente do Bahia de todos os tempos

A contratação de Fernandão foi um grande investimento e jogada de marketing

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Está claro que a torcida do Esporte Clube Bahia é carente de ídolos. O fato pode ser explicado em um mergulho raso no passado recente quando o clube foi quase dizimado por sucessivas administrações incompetentes, irresponsáveis e outros adjetivos mais pesados, que tinham como princípios seu benefício próprio, sempre relegando para o plano inferior, seu maior patrimônio que sempre foi e será seu torcedor, principio ativo, essência e razão única da própria existência deste clube.

Em função desta mediocridade administrativa, acabamos conduzindo jogadores medianos para a condição ídolos, isso se aplica há vários ex-jogadores que nessa linha vestiram o manto sagrado tricolor e recebem esse slogan da imprensa baiana de forma injustiçada.

Os mais jovens torcedores tricolores que nasceram na década de 80 e nunca viram de fato um craque vestir a camisa do Bahia, apenas bons jogadores, a despeito de alguns deles colaborarem decisivamente para a conquista do titulo de 1989. Na verdade, tínhamos um bom conjunto com alguns bons jogadores e principalmente um excelente técnico que soube explorar a potencialidade de cada um com maestria.

MAS vi Douglas e Jésum jogarem bola da melhor qualidade, assim como os torcedores do Vitória de encantaram com Osni, Mário Sérgio, Bebeto e Petkovic e por isto sabem do que estou falando.

Não quero com isso desmerecer a importância da contratação de Fernandão, excelente, longe disso, no entanto, vi e ouvi segmentos da imprensa baiana dá proporção ao desembarque de Fernandão no tricolor a mesma dimensão e impacto que tiveram na ocasião das chegadas de Bebeto e Petkovic em 1997 no Esporte Clube Vitória. Isso no barato é pura desinformação.



Muita gente esquece que Bebeto chegou ao Vitória quando atuava na Espanha pelo Deportivo La Coruña, três anos depois de ser peça fundamental na conquista da Copa do Mundo para o Brasil fazendo uma excelente parceria com Romário.

Petkovic veio no mesmo ano, pertencia a um dos maiores clubes do mundo, Real Madrid. Tenho minhas críticas a Bebeto como pessoa, quando atuava no Rio de Janeiro nunca fazia referência a sua terra de origem ou reconheceu seu clube formador, e principalmente naquele fatídico episódio do corte de Charles na Seleção Brasileira pelo técnico Sebastião Lazaroni, na Copa América de 1998 quando veio fazer um jogo em Salvador, a torcida do Bahia não perdoou aquela injustiça vaiando e protestando.

Ao ser entrevistado sobre o episódio, ele disse que tinha vergonha de ser baiano, daí perdeu de vez meu crédito como pessoa, mas, tanto ele como Petkovic eram craques de bola, aquele jogador diferenciado que resolve as partidas.

Concordo até que a receptividade da torcida do Bahia foi até mais efusiva que a torcida do Vitória quando da chegada dos rubro-negros, porque além da torcida tricolor ser bem maior e muito mais calorosa a receptividade de Fernandão repercutiu muito mais pela imprensa brasileira e mundial, fato que pode ser explicado através do contorno e propagação após o advento da internet.

A diretoria do Bahia fez desta contratação um grande investimento para o clube e uma grande jogada de marketing, que irá alavancar muito recurso com vendagem de camisa e principalmente novos sócios.

Falei aqui no Futebol Bahiano em um artigo da importância dos nossos dirigentes serem bem mais ousados, citando exemplos dos presidentes do Real Madrid e Barcelona. Quando o Barça estava atolado em dívidas em 2003 e teve um presidente, Joan Laporta, numa jogada estratégica de marketing, mudou a história e realidade do clube.

O Bahia hoje caminha à passos largos para de fato dar a sua torcida títulos importantes. O atual presidente poderá sem dúvidas se tornar o melhor presidente que tivemos, reconhecendo a grande administração de Marcelo Sant’Ana que possibilitou isso abrindo as portas do clube para a modernidade em todos os segmentos.

Hoje o Bahia é administrado com responsabilidade, tendo crescimento gradativo em todos os aspectos e segmentos. Teremos um dos melhores e maiores Centro de Treinamento de um clube brasileiro. O torcedor tem orgulho do seu clube cidadão, o único do Brasil que ajuda mensalmente ex-jogadores que estão em situação difícil, paga salários em dia, algo impensável anos atrás.

Alguns torcedores estavam apreensivos na possibilidade do Bahia ter dado um passo além do que podia, assim como fez o Sport de Recife, quando contratou Diego Souza, André e outros mais, extrapolou sua folha salarial contratando o polêmico Vanderlei Luxemburgo e hoje vive um autêntico caos administrativo e financeiro, inclusive atolado na segunda divisão.

No caso do Tricolor Baiano foi uma contratação estudada e responsável, tenho certeza que com o retorno financeiro fantástico disso, o Esquadrão chegará enfim, em um futuro breve em um nível de realmente trazer verdadeiros craques para vestir a camisa tricolor, aí os torcedores mais novos entenderão que hoje esses considerados ídolos, na verdade, foram ídolos de barro.

Jorge Machado, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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