E.C Bahia: Números mostram que troca de Guto por Enderson foi acertada

Com Enderson, aproveitamento aumentou 17% em relação a Guto

Treinar o Esporte Clube Bahia nunca foi uma tarefa fácil, até mesmo para treinadores renomados e desembarcando no clube com o currículo recheado de feitos importantes. Time de enorme apelo popular e com uma torcida além de imensa, extremamente exigente, é preciso resultados para dá continuidade aos trabalhos, em algumas oportunidades, não é suficiente obter títulos, é preciso também somar boas performances dentro das quatro linhas, principalmente nos campeonatos onde se obriga ter uma regularidade maior para não morrer afogado, caso do Campeonato Brasileiro da Série A.

Foi o que aconteceu com o técnico Guto Ferreira, por exemplo, que durante as duas passagens do técnico Guto Ferreira pelo Bahia conquistou o acesso, a Copa do Nordeste e Campeonato Baiano, ainda assim, durante todo o período teve seu trabalho contestado por parte significativa do torcedor do Bahia, acrescente aí, um certo desgaste na segunda passagem por ter abandonado o barco e caminhado em direção ao Internacional, sem qualquer cerimônia, alegando ter sido seduzido por melhores salários.

Já o atual técnico foi vítima da língua do próprio presidente do clube que antes do anúncio oficial, prometeu que estaria chegando em Salvador um técnico vencedor, e quando feito, o apresentado foi o técnico Enderson Moreira que no seu melhor momento conquistou apenas o acesso com o América-MG no passado, fora isto, teve passagem por outros clubes sem ter realizado qualquer trabalho digno de destaque ou registro adicionais, fato que gerou críticas antecipadas e certa frustração de primeiro momento.

Porém, ainda que estejamos na reta final do Campeonato Brasileiro e sem qualquer garantia de sucesso ao término da competição, podemos e temos que admitir que a troca de comando técnico foi positiva e acertada. Os números mostram isso, além, é claro, do que se vê dentro de campo, não se tornou algo brilhante, porém, percebe-se que o futebol mudou, a atitude do time é outra, ainda que em certos momentos com oscilações naturais pelo excesso de jogos e responsabilidade nos variados torneios que disputou como Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, obtendo resultados satisfatórios.

Vamos aos números abaixo:



Tratando-se apenas do Campeonato Brasileiro, é inegável que a mudança surtiu um efeito. Não posso aqui afirmar que o Bahia com Guto Ferreira hoje estaria em situação crítica com o barco afundando, como também não posso afirmar que estaria melhor do que está hoje, nadando em águas tranquilas. Mas podemos nos apegar aos números e baseado neles, o Bahia teve uma crescente após a chegada de Enderson Moreira. Para termos uma ideia, em 9 jogos com Guto, perdemos 5. Em 20 jogos com Enderson, perdemos 6. Apenas uma noção de como poderia estar o Esquadrão hoje se a diretoria permanecesse no erro.

Antes da chegada de Enderson Moreira, o Bahia teve dois treinadores na Série A (Guto e o interino Cláudio Prates) nas 12 primeiras rodadas e somou apenas 12 pontos em 12 jogos (3 triunfos, 3 empates e 6 derrotas) e um aproveitamento de 33,3%. Guto Ferreira comandou o time nos primeiros 9 jogos, com 2 triunfos, 2 empates e 5 derrotas, e um aproveitamento de 29,6%. Nesse intervalo, Cláudio Prates comandou a equipe em 3 jogos, contra Paraná (derrota em Curitiba por 1 x 0), Botafogo (empate na Fonte Nova por 3 x 3) e Corinthians (triunfo na Fonte Nova por 1 x 0).

Com a chegada de Enderson Moreira, o Bahia conquistou 28 pontos em 20 jogos (7 triunfos, 7 empates e 6 derrotas), um aproveitamento de 46,6%, que não é fantástico, mas até o momento suficiente para atingir a meta de permanecer na primeira divisão e brigar por uma vaga entre os classificados para a Copa Sul-Americana de 2019. Apesar do vice-campeonato da Copa do Nordeste, que foi uma grande frustração, Enderson levou o Bahia às quartas de final da Copa do Brasil, sendo eliminado para Palmeiras em 180 minutos equilibrados e até as quartas da Sul-Americana, perdendo para o Atlético-PR com uma enorme contribuição do VAR que garfou o Tricolor no jogo de ida na Fonte Nova anulando dois gols.

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