Próximo adversário do Bahia proíbe eleitores de Fernando Haddad de entrar em Estádio

Relembrando a época da DITADURA

O Atlético-PR, adversário do Bahia na próxima quarta-feira pelo jogo de volta da Copa Sul-Americana, virou uma sucursal avançada da campanha do candidato Jair Bolsonaro, que disputa neste momento a eleição que decidirá o próximo Presidente da República. O clube é utilizado de forma descarada neste sentido, não se importando com universo dos seus torcedores que podem ter pensamento distinto. Isto me faz lembrar da época da família Guimarães governando o Esporte Clube Bahia.

O Atlético-PR recebeu multa de R$ 70 mil por ter entrado em campo, sem autorização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com uma camisa amarela e a frase “Vamos todos juntos por amor ao Brasil”, frase utilizada na campanha de Bolsonaro. Depois disso, o presidente do clube mandou iluminar a Arena da Baixada com as cores do seu candidato.

No último sábado, no jogo contra o Botafogo pelo Brasileiro, o time abandonou as tradicionais cores rubro-negras para atuar com as cores amarela tendo como patrocinador pontual de uma das empresas acusadas de disparos de mensagens via WhatsApp para atacar adversário, e foi além quando proibiu que  seus torcedores e até mesmo sócios entrassem no estádio com adesivo contrário da preferência do presidente do clube, ou seja, alusivo ao candidato Fernando Haddad, do PT. Algo bem ao estilo roceiro. Ou será uma prévia e o estilo do que teremos no novo governo caso seja eleito neste domingo?



Um deles foi o advogado Luis Henrique da Rocha Machado, de 25 anos. O sócio do Rubro-Negro, juntamente com seu pai, Lauro Gomes Machado, só pode passar pelos seguranças após retirar o adesivo da camisa.

“A ordem foi expressa. É um absurdo, ridículo o uso do clube pelo Petraglia. Senti minha liberdade de expressão violada. Vivemos em uma democracia e todos devem ter liberdade de expressar seu posicionamento político”, reclamou Machado ao Jornal Tribuna do Paraná

Ao tentar entrar na Arena, o advogado gravou um vídeo, mostrando os seguranças o impedindo de passar. Ao questionar o motivo do veto, um dos seguranças apenas disse que eram ordem superiores. Somente após jogarem fora os adesivos, os dois foram permitidos se encaminharem até as arquibancadas.

Veja o vídeo é auto-explicativo



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