Mercado maluco: Zé Rafael R$ 16 milhões, Marquinhos Gabriel valendo um pouco mais

Ontem em entrevista à Rádio Itatiaia de Minas Gerais, o Vice-presidente Executivo de Futebol do Cruzeiro, Itair Machado de Souza, afirmou de forma clara e sem meias palavras que o time mineiro entrou em negociação com o Bahia para a compra do meia Zé Rafael recentemente, inclusive afirmando, que houve trocas de minutas de contrato, porém, o negócio melou, entrou água e morreu em pleno berço, já que o clube baiano tem um compromisso com o Palmeiras que por sua vez, tem prioridade na compra quando os valores forem iguais ou o Palmeiras primeiro da fila  eleve a oferta. Algo assim.

Segundo o Executivo de Futebol, o Cruzeiro pagaria 10 milhões de reais e R$ 2 milhões em jogadores emprestados, com o Cruzeiro pagando salários de ambos. Moral: O Palmeiras ofereceu R$ 16 milhões, sendo R$ 2 milhões de luvas à vista para o Zé Rafael, e dobrou o salário e aí o assunto morreu e o jogador será do Palmeiras no momento apropriado para a divulgação.

É verdade, o Bahia nega e vai negar até os últimos momentos, já o empresário do jogador garante que Zé Rafael se apresenta ao Palmeiras em Janeiro. Até aí tudo bem. A saída do jogador é inevitável e assim como QUALQUER UM jogador, repito, qualquer um jogador que se destaque no Nordeste não completará seu segundo ano no clube onde utilizou a camisa para se destacar,  bem como, NENHUM jogador que ganhe evidência no eixo Rio-São Paulo, ficará no clube por muito tempo, logo, será “comercializado” assim como as galinhas, os automóveis, o tomate, o mamão, a pimenta e o pimentão. Com Zé Rafael não será diferente.

Talvez o meia DUDU que o Palmeiras ainda resiste em não vendê-lo para o futebol chinês tenha escapado na curva, mas isto é uma mera questão da espera do fim da época de engorda, afinal, o Palmeiras não precisa de dinheiro agora, o rapaz precisa ganhar peso para aumentar o lucro, assim como os bois das Fazendas dos nossos amigos Paulinho Fernando e Marcley Herbert, o segundo, em  São Miguel das Matas, lá no Vale do Jiquiriçá onde é o maior latifundiário



Hoje leio que o Corinthians está negociando o meia Marquinhos Gabriel com o Al-Nasr, clube dos Emirados Árabes Unidos. Aliás, o jogador teve uma passagem pelo Bahia em 2013, e até já atuou no mesmo Al-Nasr em 2014. Retorna ao futebol da árabe novamente emprestado, na primeira passagem pelo Palmeiras, agora pelo Corinthians com os direitos econômicos fixados em US$ 4 milhões (cerca de R$ 17 milhões). Com os árabes pagando 100% do salário do jogador.

Não haverá desembolso, no entanto, ao final do empréstimo de forma compulsória, o clube árabe teria de pagar os US$ 4 milhões. Uma transação pouco comum: digamos: vendeu agora e recebe os valores depois, porém, neste momento será apenas tratado como empréstimo. MAS se vai assim ou assado, ou esse ou aquele valor não é caso e pouco nos interessa.

A questão são os valores quando comparados aos mencionados à suposta venda de Zé Rafael para o Palmeiras. R$ 16 milhões x R$ 17 milhões. Valores bem semelhantes para jogadores de qualidades bem distintas e vivendo épocas complemente diferentes.

O exemplo deixa claro que se confirmada a venda do jogador do Bahia nos termos mencionados pelo dirigente do Cruzeiro, que será uma autêntica bolacha quebrada, além disso, fica a constatação que um jogador para ser de fato valorizado, precisa passar quase necessariamente pelo crivo do futebol do Rio ou São Paulo, que é uma pena, afinal em num cenário justo, o Bahia poderia fazer o maior negócio da história do clube em todos os tempos pela enorme valorização do jogador.

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