Desprestígio da CBF ajudou para eliminação da Seleção Brasileira

Admitir a derrota e reconhecer a superioridade do adversário, nunca e jamais será a praia de grande parte da torcida brasileira. Sempre encontramos um culpado, mas nunca os adversários, sempre elegerão algo externo para explicar nossos fracassos. Atacamos de dor de barriga do atacante Ronaldo Fenômeno, como aconteceu na derrota para a França, até acusar as arbitragens através de pênalti supostamente não assinado e gol validado antes de um empurrão como aconteceu contra a Suíça.

No entanto, o jornalista Silvio Barsetti do site Terra tem certa razão quando soma possíveis erros de arbitragem com o total desprestígio do comando do futebol brasileiro. Com homens envolvidos m escândalos de corrupção nos últimos anos, a CBF não tem poder na Fifa, nem o mínimo suficiente para evitar que prejudiquem a Seleção, disse ele, e de certo modo concordo, afinal, os homens que comandam a CBF não desfrutam de credito em lugar algum, talvez apenas com os dirigentes de clubes e presidentes de federações estaduais.



O jornalista ainda lembra que o atual presidente mais parece uma figura decorativa, o coronel Antônio Nunes, e com um presidente eleito que só vai tomar posse em 2019, Rogério Caboclo, a CBF colhe os espinhos dos últimos anos, nos quais teve um presidente, Marco Polo Del Nero, impedido de deixar o Brasil por receio de ser preso. Em 2015, ele foi indiciado por crimes de corrupção pela justiça dos EUA, mas continuou no cargo da CBF e só saiu de lá ao ser banido do esporte pela Fifa no início de 2018.

Antes, com Ricardo Teixeira – também indiciado pelos norte-americanos em 2015 por corrupção -, a Seleção não teve nenhum lance polêmico em Mundial, que lhe fosse desfavorável, marcado pela arbitragem. O dirigente chegou a ser do comitê executivo da Fifa e da comissão de arbitragem da entidade e trabalhava nos bastidores pela Seleção. Ele saiu da CBF em 2012, quando renunciou ao cargo diante de uma série de acusações de que cometera desvios na confederação.

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