E.C BAHIA, SOB NOVA DIREÇÃO E VELHOS ERROS!

"Bellintani em 2018 é o Petkovic de 2017 no rival, um acumulador de funções"

“BAHÊA, SOB NOVA DIREÇÃO E VELHOS ERROS!”

Quando vejo os dirigentes do Esporte Clube Bahia dando entrevistas, me sinto torcedor de uma universidade francesa ou inglesa! São tantas teorias, palavras difíceis, nomenclaturas, métodos, planejamentos e inovações, que fico convicto que no Bahia tudo brilha, nada está desarrumado, não há sequer um cisco no chão, creio até mesmo que o folclórico Binha do São Caetano quando diz que “vamos ser campeões de tudo” está bem fundamentado, que o Bahia é referência de gestão em futebol.

Mas, infelizmente, na realidade o futebol do Bahia em ação faz todo aquele presépio prometido virar uma presepada. Guilherme Bellintani, é cantado em prosa e verso como um grande administrador, não como um grande boleiro, e os tricolores o elegeram para ser pre-si-den-te, não para brincar de Cartola Fantasy com os 120 milhões de orçamento que encontrou ao chegar no maior clube do Nordeste, muito menos com os corações de milhões de apaixonados pelo Bahêa.



Cadê o diretor de futebol? Não existe, o cargo sumiu, desde que Bellintani assumiu. Pior que isso, cadê o técnico? Não tem, nem sabemos se terá, em plena Série A. Cadê o centroavante? Vixe, tem não, desde Fernandão. Guilherme Bellintani em 2018 é o Petkovic de 2017 no rival, um acumulador de funções. Guindar Diego Cerri para o comando do futebol e Claudinho Prates para técnico do time, é brincar de Deus, é a forma mais fácil do presidente ouvir amém para tudo que fala, mesmo sem conhecer nada de bola.

O resultado disso: Bahia vice-lanterna do Brasileirão. Dispensar profissionais ainda no vestiário é deselegante e um velho erro, demitir treinador sem ter outro sequer planejado é bisonho e um velho erro, deixar o time acéfalo numa Série A é absurdo e um velho erro, não reforçar o time para a principal competição nacional é irresponsável e um velho erro.

Para finalizar, vou usar apenas uma posição [a beirada do ataque] para provar que os velhos erros se repetem há pelo menos dez anos no Bahia, a mentalidade não mudou: Beto, 2009; Abedi, 2010; Lulinha, 2011; Jones Carioca, 2012; Barbio, 2013; Potita, 2014; Luisinho, 2015; João Paulo Penha, 2016; Maikon Leite, 2017; e Élber, 2018.

André De Santana, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

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