O problema do Bahia não é o rodízio, mas sim a falta de técnico!

"Falta ao Bahia padrão de jogo e um técnico que saiba adaptar a forma de jogar..."

Fotografia de Felipe Oliveira / EC Bahia - Texto Ramon Santos

O problema do Esporte Clube Bahia não é o rodízio, pois qualquer que seja o time escalado, a forma de jogar em 2018, sempre foi a mesma. Muitos toques laterais (dando uma maior posse de bola, porém improdutiva), e nenhuma objetividade. Os toques laterais só fazem sentido, quando são dados para fazer a zaga adversária se movimentar, até ela abrir brechas, aproveitadas pelos meias em lançamentos por dentro das fendas para os atacantes que se infiltram, mas esse passes não ocorreram (apenas hoje, com Allione surgiram alguns desses lançamentos), o que faz desses passes laterais uma grande perda de tempo.

O Bahia evolui apenas em jogada pelos flancos do campo, que resultam em lançamentos na área, o problema é que invariavelmente temos apenas 2 atacantes nossos, em meio a um mar de defensores, sendo que nenhum deles é um exímio cabeceador. Aí fica claro um outro problema, a falta de aproximação dos meias, pois o time não evolui com a bola, o meio campo evolui até certo ponto, depois para e deixa os alas e atacantes tentarem resolver as coisas, mas esta forma de jogar é bastante previsível, e os adversários, como jogam plantados, tem tido facilidade em anular as jogadas. Outra coisa recorrente são as tentativas de vencer esta lacuna entre meio e ataque com lançamentos longos e, quase sempre, imprecisos.

Falta ao Bahia, um técnico que saiba adaptar a forma de jogar, às características dos atletas que possui, que adote um jogo mais verticalizado e objetivo, com maior aproximação entre os setores, com maior variação de jogadas, e portanto, menos previsível. Em suma, nos falta um técnico que dê ao Bahia, volume de jogo, pois com os atletas que possuímos, é inadmissível, não tê-lo, ainda mais contra times tão pouco qualificados.

Outro aspecto a se ponderar é a precisão das finalizações dos nossos atacantes, precisamos melhorar isso, com treinamento e/ou com reforços. A argumentação de que estamos no início da temporada seria válida se estivéssemos evoluindo aos poucos, se tivéssemos volume de jogo falhando apenas nas finalizações, se a compactação entre os setores e a aproximação dos atletas ocorresse apenas no início do jogo, caindo com o avançar do andamento das partidas por falta de fôlego, mas não é o que ocorre.

Falta técnico, independentemente de quem vá a campo, pior que não ter um padrão de jogo, é ter um que não condiz com as característica dos nossos atletas e com os desafios que se apresentam em campo.

Estive na Fonte para assistir o jogo contra a Jacuipense. Não gostei do que vi. O jogo de hoje, preferi ignorar, aguardei apenas o resultado. Ruim, mas não posso dizer que me surpreendeu. Guto é um treinador que não adapta a forma de jogar do time às características dos seus atletas, ou às situações que encontra em campo. Só tem uma forma de jogar, com excesso de toques laterais, sem nenhuma objetividade. Os meias não ousam entrar na grande área, os laterais e atacantes, caem pela beirada e alçam bolas na área adversária, onde, via de regra, só tem um ou dois atacantes do Bahia em meio a um grande número de atletas adversários. Como agravante, o fato de nenhum dos nossos atacantes considerados titulares, serem exímios cabeceadores.

Repito, não vi esta partida, sequer os melhores momentos, mas acredito que a “o futebol-ladainha” de Guto se repetiu. O time adversário que povoe a sua própria área defensiva, e que pressione o jogador que faz os lançamento, imporá sempre, sérias dificuldades ao Bahia. Observe que o time não evolui com a bola, os meias vão até certo ponto e param, deixando um espaço grande até o ataque, que é percorrido apenas pelos flancos do campo, ou em lançamentos longos, quase sempre imprecisos, e jamais por dentro da zaga.

Ramon Santos, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

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