Eleições Vitória: Fazer mais com menos planeja Raimundo Viana

. O primeiro título foi o nosso, eu estava lá, em Maceió

Depois de encerrado processo das eleições do Esporte Clube Bahia com Guilherme Bellintani vencendo pleito com enorme tranqüilidade, inicia-se quase que imediatamente o processo semelhante com o Esporte Clube Vitória que na próxima quarta-feira dia 13 de dezembro definirá o novo Presidente e Vice-Presidente do Conselho Diretor do clube após um período turbulento com a eleição de Ivan de Almeida que renunciou ao cargo antes mesmo de completar o seu primeiro ano de governo. O mandato será apenas de dois anos e sem eleição do conselho deliberativo

Concorrem ao cargo de presidente do Vitória, os rubro-negros, Ricardo David, o inoxidável Raimundo Viana, Manoel Matos, Tiago Ruas e Gilson Presídio, sendo a grande novidade, creio eu positiva, com retorno do ex-presidente Paulo Carneiro, agora como diretor de futebol na chapa encabeçada por Manoel Matos. No mínimo vai dá o que falar pelo seu jeito veemente em defender as cores do Vitória. Vejo como positiva o retorno de Paulo Carneiro que acredito que tenha serviços de relevância prestados ao Leão.
Nesta segunda-feira, a jornalista Juliana Lisboa, do Jornal A Tarde, endereçou perguntas ao candidato Raimundo Viana e recebeu resposta onde abortados temas importantes, como contratações, gestão profissionalizada, patrocínios e os assuntos relacionados.

Qual é o seu diferencial?

Em primeiro lugar, não é ambição nem busca de qualquer objetivo pessoal. É apenas a minha maneira de corresponder às expectativas de milhares e milhares de torcedores rubro-negros que onde quer que eu passe, onde quer que eu esteja, pedem para que eu retorne ao clube. Talvez agradecidos por reconhecerem o que foi feito na gestão passada e porque vêem em mim não um presidente torcedor, mas um torcedor que foi presidente. Eu gosto de falar que pretendo voltar ao Vitória para complementar o trabalho que foi feito na minha gestão anterior, em tão pouco tempo. Foi menos de dois anos, é pouco. Mas a gente deixou alguma coisa para ser vista.

Espera ou planeja manter algo dessa gestão?

Você não pode absolutamente considerar que tudo que foi feito é ruim. Evidentemente que tem que olhar o que é decidido e respeitar. O problema da política brasileira, por exemplo, está no sucessor desqualificar o que o antecessor fez. A gente ficou feliz em ver as conquistas da base, o Vitória bicampeão da Copa do Nordeste Sub-20, por exemplo. O primeiro título foi o nosso, eu estava lá, em Maceió. O passado é para não ser repetido, se for o caso, ou para ser repetido, se for o caso.

Como avalia a situação financeira do clube?

Na verdade um dos pilares da nossa administração é exatamente o reequilíbrio das finanças. Ou seja, procurar fazer mais com menos. Nunca fazer menos com mais ou muito mais. Eu não sei como estão rigorosamente as finanças do clube. Tenho a satisfação de dizer que, talvez na história do Brasil no futebol, fui a primeira administração que deixou um trocadinho, um dinheiro no caixa, em dinheiro vivo, e ativos automaticamente conversíveis. Mas não quero olhar pelo retrovisor, quero olhar para frente. O licenciamento é uma boa saída. O nosso é inexpressivo, é uma receita que se deixa de ganhar, tendo em vista que Salvador é a 3ª maior cidade do país.

O que acha do elenco e comissão técnica, e como pretende contratar?

Para um clube ser grande ele tem que ter três coisas básicas: uma arena, grande estrutura de divisão de base e uma estrutura de marketing forte. Para elevar o prestígio da nossa marca. Não é mudar o time todo ano, isso é um absurdo. Deveria contratar dois, três atletas para completar o elenco ou suprir ausências que acontecem de vez em quando. É o atleta que encerrou o contrato, outro que já não passa mais pelos critérios de avaliação do clube. Eu não vejo a base do Vitória como balcão de negócios, temos que fazer jogadores para o elenco. Sempre que possível. O futebol não é entretenimento, é uma atividade quase industrial. E para encher estádio você tem que oferecer espetáculo, e para fazer espetáculo você tem que fazer estrelas. Os meninos da base podem ser estrelas. Mas antes eu tenho que trazer estrelas para alavancar a marca.

Quais são os planos para o futebol feminino e esportes olímpicos?

Tenho vários contatos para reforçar e ampliar as parcerias existentes. No basquete, remo, vôlei, futebol feminino… Não tivemos uma boa campanha na Série A. Mas já sabemos o caminho, não vamos ficar tateando sem saber por onde andar.

 

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