Vitória: O gigante baiano sai do estado de coma!

Inúmeras vezes expressei por aqui o meu inconformismo, com a situação rubro-negra. Há aquele ditado popular velho conhecido “onde há fumaça, há fogo.” Acumulavam-se, nas matérias publicadas, denúncias de má administração, temperada com interesses internos divergentes e egoísticos.

Na verdade, o dirigente rubro-negro pensou que delegando poderes a terceiro escolhido a dedo o fizesse deitar na rede e aguardar os resultados. No linguajar sincero e verdadeiro das periferias, ausente nas esquinas dos bairros nobres, onde nem gente existe e reina muitas vezes a hipocrisia, imaginou o dirigente: “vou ter orgasmo, com o órgão dos outros”.

Hummm! Usei palavras seguindo etiquetas dos palácios, mas não posso ser tão educado, pois se elogiei a sinceridade e honestidade da periferia, terei que ser mais autêntico. Bem vamos lá o dirigente pensou: “gozar com o pau dos outros”. Desculpem-me esta exceção de meu comportamento, mas o meu cérebro não processou devidamente o que os meus ouvidos escutaram.

O dirigente de fato foi perseguido pelo azar, pois o seu “Profeta Moisés” chegou com seus 10 mandamentos, contudo mandamentos já desatualizados, precisando de um upgrade. Como exemplo o nono já tão desrespeitado, por nós latinos. Para refrescar a memória de vocês: “Não desejar a mulher do próximo”. Não deu certo. Partiu o Profeta, que tanto ele tinha esperança ou partiu para o mar o bom marinheiro no comando do leme rubro-negro. Ao ver o saveiro vazio voltando e “dando água”, o dirigente continuou na rede, balançada pelos ventos da discórdia, com a maresia do fracasso do primeiro semestre. Debaixo da rede, uma vitrola a relembrar Dorival Caymmi: “É doce morrer no mar…..”

Desesperado, partiu para o Egito, na busca de um outro Profeta, mas houve um pouso de emergência na Sérvia. Equivocadamente, trouxe um nativo de lá pensando que seria um egípcio descendente do Faraó Quéops e imaginou construir uma pirâmide no Barradão. Também não deu certo.

Pelo menos, a grandiosidade do Vitória afasta possibilidade de intervenções judiciais. Sempre se busca um remédio interno. O atual usado já traz bons resultados. O paciente estava em coma, na UTI e já abriu os olhos e se recuperado o seu leito pode ser ocupado, por quem, na porta do hospital vibrava pela sua internação ou ter novo acompanhante no box que se encontra ao lado desocupado.

Ninguém sabe o que acontecerá. Continua a recuperação lenta e difícil e se não for para as quatro gavetas do necrotério, gostaria de ver a cara de quem usando os microfones ou as canetas da vida sentenciou antecipadamente: “ESTÁ MORTO!”

ATAHUALPA, Rubro-negro, amigo e colaborador do Blog.