O que falta para o crescimento do futebol nordestino?

É notório o crescimento e a união do futebol nordestino nos últimos anos. A organização de alguns times aliados ao crescimento e valorização da Copa do Nordeste, possibilitando boas receitas e visibilidade aos times regionais. Ainda falta muito para que os times possam se sobressair nas competições nacionais e vários fatores contribuem para uma tendência de anualmente estarem quase sempre brigando para se manter na série A, que são elas; Falta de uma boa gestão administrativa e financeira, amadurecimento dos torcedores, valorização da marca e desigualdade nas cotas de TV.

Com o passar do tempo o futebol vem se modernizando e desenvolvendo mundialmente permitindo a evolução de times e novas escolas do futebol mundial. Várias seleções vêm crescendo com o futebol de seus países, protagonizando grandes surpresas na copa do mundo e nas copas continentais. Esse crescimento é visto também nos times de futebol nas suas ligas nacionais, onde várias equipes de menor poder aquisitivo e histórico vem ganhando destaque em suas participações.

Maior símbolo dessa evolução no futebol mundial é o Leicester, que aliou eficiência, organização tática e boa administração para surpreender e vencer um dos maiores e valorizados campeonato do mundo que foi a Premier Legue.

No Brasil não é diferente, ultimamente algumas equipes vem sendo destaque por regularidade dentro das ligas nacionais e modelo de gestão financeira e administrativa dentro do futebol. Tanto Chapecoense e Ponte Preta, conseguem com pouco orçamento pagar suas dívidas e construir bons times sem grandes contratações, mas com eficácia e precisão.

Nos times nordestinos a cada ano criasse uma grande expectativa para que os times regionais surpreendam e consigam se destacar nas competições nacionais. Algo raro atualmente, com exceção ao Título do Sport na Copa do Brasil, o vice-campeonato do Vitoria na mesma competição, apenas em duas oportunidades dois times nordestinos se aproximaram da zona de classificação para a libertadores (Vitoria e Sport).

Outro grande avanço no ramo futebolístico é a boa gestão administrativa que a direção do Bahia vem fazendo. Atraindo novas receitas, pagando dividas antigas, realizando o pagamento dos funcionários em dia, investindo na sua divisão de base e busca de novos contratos de cotas de TV, inclusive esse contrato foi o alicerce de investimentos do time em 2016 e será em 2017.

Muitas das vezes, as torcidas contribuem tanto para o crescimento quanto para a falta de evolução das equipes. Faltam humildade de reconhecer que no Nordeste não tem times grandes e sim equipes medias em relação ao cenário nacional. A torcida acredita em campanhas impossíveis, desvalorizam a base de seus clubes, pressionam enquanto deveriam apoiar e abusam da insistência de resultados a curto prazo.

Não é fácil contratar, a briga contra os times do Sul e Sudeste é difícil, nem todos os jogadores de grande porte querem jogar aqui. Existe uma grande dificuldade na produção de novos talentos para que grandes jogadores sejam revelados para o clube e para o mundo. Sonhar em vender jogadores diretamente para equipes grandes do exterior e não equipes menores da Europa como vêm acontecendo.

Além da produção e aproveitamento dos jogadores da base, os times devem realizar buscas em mercados onde os clubes maiores não procuram, desenvolver um bom projeto de organização administrativa e financeira atraindo novas receitas e cumprindo com os compromissos do clube. O caminho é difícil, mas não é impossível, vários times vêm obtendo sucesso no mundo com esses modelos de gestão, só falta coragem para investir. 

Henrique Ferreira, velho amigo e novo editor do BLOG 

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