Os desafios e obstáculos que separam o Bahia da Série A

Falta pouco mais de um mês para o término do Campeonato Brasileiro da Série B de 2016 e, assim como no ano passado, o Esporte Clube Bahia chega na reta final labutando, sofrendo e suando a camisa para garantir uma vaga na elite do futebol nacional em 2017. O time, hoje comandado por Guto Ferreira, tem mais sete compromissos pela frente e QUATRO desafios que na minha opinião separam o Tricolor da Série A, justamente os confrontos longe de Salvador, independente da fragilidade ou força do adversário dão dores de cabeça aos tricolores, quando pulamos o nosso cercado somos totalmente incompetentes, frouxos e medrosos. Uma equipe que só se impõe dentro de casa do lado do seu torcedor e não tem capacidade para garimpar pontos fora, não merece o acesso, mas, na condição de torcedor, temos que acreditar, apoiar, sonhar, criticar, elogiar, faz parte do futebol, contudo, espero que neste sábado não sejamos mais uma vez decepcionados e pisoteados pelas ilusões. 


Não estou abdicando do acesso, acredito e vou acreditar enquanto houver 1% de chances matemáticas, apesar das adversidades e dificuldades, o Bahia provou ao seu torcedor que pode terminar o campeonato entre os quatro fugitivos, digo, o Bahia do segundo turno mostrou que pode, não aquele time fanfarrão e medonho do primeiro turno comandado pelo técnico Doriva que até deixou o clube com um aproveitamento respeitável, 69%, 36 jogos oficiais, sendo 23 triunfos, 06 empates e 07 derrotas, porém, quando foi realmente testado de verdade, decepcionou, acumulou eliminações e vexames na Série B perdendo na Arena Fonte Nova para equipes inferiores tecnicamente e tradicionalmente. O desempenho pífio no 1º turno e a incapacidade de praticar futebol longe de Salvador foram determinantes para colocar o Bahia como um coadjuvante na briga pelo acesso quando deveria, pela tradição e pelo alto investimento, ser um dos protagonistas da decadente Série B.

Nessa reta final teremos quatro desafios (dos sete restantes) longe de Salvador. Oeste, Vila Nova, Luverdense e Atlético-GO. Um lutando contra o rebaixamento, dois na parte intermediária da tabela e o último com o acesso garantido até antes da 38ª rodada. Diria que seriam quatro duelos com grande possibilidade de conquistarmos os triunfos necessários, mas diante da inconstância tricolor fora do seu cercado, prefiro aguardar, esperar e rezar por bons resultados nessas partidas já que apenas vencendo os últimos três duelos na Arena não serão necessários para garantir o acesso à elite, isso sendo otimista e já contabilizando os 9 pontos à disputar diante de Ceará, Sampaio Corrêa e Bragantino, sendo os dois últimos prováveis integrantes na Série C em 2017. Caso vença o Oeste neste sábado, em São Paulo, o Esquadrão retira o Náutico do G-4 e retoma a 4ª posição, dependendo apenas das próprias pernas para garantir o acesso, é claro, se fizer sua parte dentro e fora de casa. Não custa acreditar.

O Bahia está a 15 pontos do retorno à Série A, apontam os matemáticos. Para subir sem depender de outros resultados, a pontuação necessária é de 64 pontos. O Esquadrão chegou nesta 32ª rodada com 49 pontos. Restando apenas três jogos em casa e quatro fora,  o Tricolor precisaria obrigatoriamente vencer um dos jogos que terá como visitante, grande oportunidade neste sábado diante do Oeste, lutando contra o rebaixamento e passando um momento turbulento com 10 jogos sem triunfos. A partida será em São Paulo, onde a galera tricolor deve ser maioria na Arena Barueri, porém, o Tricolor está há cinco partidas sem vencer fora de casa. A última vez foi sobre o Avaí, por 3 a 0, há dois meses atrás. Um triunfo neste sábado seria apenas o terceiro do Esquadrão como visitante na Série B, mas suficiente para recolocar a equipe no G-4.

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