“Para vencer, temos que render mais”, diz Thiago Ribeiro

O atacante Thiago Ribeiro, que chegou no Fazendão com grande status e ainda não rendeu o esperado, deu a solução para o Bahia vencer o Vitória por dois gols de diferença e conquistar o tricampeonato baiano, solução essa que não é novidade para ninguém, tampouco para a torcida tricolor que já vem cobrando faz tempo um time com atitude, mais agressivo e jogando com inteligência. Além do lado técnico e tático, o Esquadrão terá que vencer o lado psicológico visto que não consegue derrotar seu rival há oito jogos. Para o jogador, o título ainda está em aberto e se a equipe quiser sair de campo no domingo com o triunfo terá que render mais e fazer a melhor partida da temporada.


Veja a entrevista:     

“Para esse jogo, a verdade é que nós vamos ter que jogar mais do que estamos jogando. O time no todo vai ter que render mais do que estamos rendendo. Para vencer, nós vamos ter que render mais. Se pegar os jogos que vencemos bem na temporada, não vai ser suficiente. Vamos ter que render mais. Ou seja, vamos ter que fazer o melhor jogo da temporada até aqui. Se todo mundo render o que pode, temos condições de conseguir o título. Analisando friamente, o resultado de 2 a 0 não é um resultado fácil de fazer, ainda mais quando se entra em campo sabendo do resultado que tem que ser feito. Mas é altamente alcançável esse objetivo. Se a gente faz um gol no primeiro tempo, fica tudo em aberto. Eles ganharam da gente de 2 a 0, por que não poderíamos ganhar deles aqui de 2 a 0? Está tudo em aberto. Para a gente provar para o torcedor que merece esse título é só vencendo. Tudo que falarmos aqui, o torcedor não vai querer ouvir. Torcedor quer que o time entre em campo, vença. Aí, sim, toda a desconfiança fica para trás. O que a gente tem que fazer é lutar ao máximo e jogar bem. Se fizermos isso, acredito que temos boas chances”

A gente vai ter que jogar buscando o gol a todo momento. Quando se tem que buscar um resultado, a equipe tem que jogar pressionando, sabendo que há um risco de contra-ataque. O time tem que estar atento. Temos que estar bem posicionados para não dar esse contra-ataque para eles. Levando o gol, a situação fica bem mais complicada. Temos a consciência de que não podemos levar gols. O Doriva é experiente, cada jogo é uma história, e nesse jogo, especificamente, teremos que ter uma postura ofensiva. Se a gente conseguir roubar a bola no campo de defesa deles, isso pode favorecer a gente. Vamos precisar de ofensividade e inteligência.

“A gente ficou muito triste, tanto os mais experientes, como os mais jovens. É normal aquela tristeza pós-jogo. Mas acabou o jogo, a gente já está pensando na volta. É uma segunda chance. Nós temos que reverter dentro de campo. Só cabe a gente entrar e reverter a situação. Ao longo da minha carreira já consegui reverter. Quando se consegue, todos ficam em estado de êxtase, todo mundo fica satisfeito. Então chegou o momento de entrar em campo e jogar. Só vamos trazer o torcedor para o nosso lado fazendo dentro do campo. Tudo que a gente conversar fora é perda de tempo. Torcedor quer ver o resultado, é isso que temos que ter na mente.”

“Pode ser que a gente poderia ter entrado com um pouco mais de sangue no olho. Mas eu não vi um time sem vontade em campo, apático. Até o lance do pênalti, a minha visão é que a gente estava controlando bem o jogo, até jogando mais no campo do Vitória do que o Vitória no nosso campo. Aquele pênalti acabou desestruturando a equipe, psicologicamente falando. Aí pode ser que, depois disso, tenha dado essa impressão de que o time estava sem vontade. Mas é como eu disse. A gente se perdeu um pouco depois do gol, e quando você se perde, começa a correr errado, digamos assim. Parece que o adversário está com mais jogadores na região do campo que a gente, e aí pode se passar a impressão de que o time não jogou com a vontade que deveria jogar. Mas o resultado diz muito sobre isso. Se a gente tivesse jogado do mesmo modo e empatado, pelo menos não se estaria falando em falta de vontade, não ter entrado com sangue no olho. A gente sabe que o resultado em si conta muito. Mas esse jogo já passou. A gente procura analisar o que aconteceu. E o próximo jogo é uma outra história, tudo ou nada. Mas a gente tem que reverter essa situação. A gente está perdendo de 2 a 0. É como se tivesse terminado o primeiro tempo. Vamos ter o segundo tempo, que é o segundo jogo, para, pelo menos, tentar empatar.”

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