Vitória pode ser excluído do Campeonato baiano

Admito que a questão da irregularidade, ou não, do jogador Victor Ramos, do Vitória, no jogo contra o Flamengo de Guanambi, já está enchendo o saco. O ideal seria saber quando o Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA), dará um parecer, sobre se a situação é passível de denúncia ou não. A questão é confusa e gera conclusões distintas de variados especialistas, imagina para nós, que somos apenas torcedores. Erro de sistema, transferência nacional ou não, jeitinho brasileiro, ITS, TMS, prazos, datas, a culpa é de Dilma, enfim, uma situação complexa. Mas que deixa claramente para os leigos, que se, voluntariamente ou não, a transferência do jogador não percorreu os trâmites, nem digo legais, e sim normais, afinal, se assim fosse, o Esporte Clube Vitória e seus torcedores não estariam tão preocupados e o assunto já teria morrido no nascedouro.

A última informação do tema vem do site ESPN, onde é lido que para a Fifa, Victor Ramos ainda é atleta do Palmeiras. Mesmo tendo estreado no último fim de semana pelo Vitória, o zagueiro segue vinculado ao clube alviverde no TMS (sistema de transferências da entidade máxima do futebol), porque o Monterrey, detentor de seus direitos federativos, não solicitou o seu retorno ao fim do empréstimo e a diretoria do rubro-negro baiano, sua nova casa, não registrou até aqui o novo contrato.

Veja abaixo

Na prática, o acordo entre Vitória e Monterrey não existe para a Fifa e é considerado, inclusive, nulo a partir de imagem obtida pelo ESPN.com.br nesta quarta-feira.

“O uso do TMS é requisito obrigatório para toda transferência internacional de jogadores profissionais de futebol, e toda inscrição desta categoria que se realizar sem TMS se considerará nula”, diz trecho do seu regulamento de transferência de jogadores.

O Vitória corre risco agora de ser excluído do Campeonato Baiano e ficar de fora da Copa do Nordeste pela segunda temporada consecutiva.

O parágrafo terceiro do artigo 20 do regulamento do estadual prevê que, “em transferências internacionais, independentemente do protocolo dos documentos de registro e inscrição, o atleta só terá condição legal de jogo após a devida concessão da transferência pela CBF e se o seu nome estiver incluído no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF até às 19h (dezenove horas – horário de Brasília) do dia 16 de março de 2016”.

Victor Ramos teve o seu contrato publicado no sistema da confederação somente no dia 18, no entanto.

“Art. 214. Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente.

PENA: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (NR).

§ 4º Não sendo possível aplicar-se a regra prevista neste artigo em face da forma de disputa da competição, o infrator será excluído da competição”, afirma trecho do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

A princípio, o time do Barradão assegura que se trata de uma transferência nacional e que, por isso, não precisava encaminhar o contrato e suas informações para o TMS da Fifa. Em troca de e-mails com a federação baiana, o diretor do departamento de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, inclusive, confirma a informação (veja mais abaixo).

“O clube do México não pediu o retorno dele e emprestou o jogador para o Vitória. Foi uma transferência nacional pois o ITC (certificado de transferência internacional) estava no Brasil”, afirma Buzzoni na mensagem.

“Quando foi solicitada a inscrição do atleta no Baiano, a CBF, então, respondeu – a princípio, verbalmente – que a transferência dele é nacional”, explica o assessor jurídico da FBF, Manfredo Lessa, ao ESPN.com.br. “Confesso a você que, como não opero essas questões, sou terceirizado, nunca vi, por exemplo, um TMS na vida assim como nunca vi ITC. Não tenho conhecimento de qualquer documento da Fifa para a federação”, conclui.

O presidente do Vitória, Raimundo Viana, mantinha inicialmente o discurso de que, para registrar Victor Ramos, precisava de uma “liberação especial da Fifa para o Monterrey transferir o jogador”.

Em contato com a reportagem, ele disse que o defensor, contudo, veio do Palmeiras e que o TMS “pode ser feito a qualquer momento”.

“Mais atrás, cogitou-se essa possibilidade de transferência internacional porque ele pertence ao Monterrey, é do Monterrey, está emprestado ao Vitória, como esteve ao Palmeiras, e depois a federação chegou à conclusão de que foi uma movimentação interna e não precisava de autorização de ninguém. Por quê? Tudo que diz respeito ao atleta está no Brasil. Os documentos não retornaram ao México. Se tivesse ido, sim. Quem retorna está em algum lugar (risos). Só na cabeça do presidente do Bahia (Marcelo Sant’Ana) é diferente”, explicou Viana.

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