“Em casa”, Bahia vence o ABC e assume a vice-liderança

Antes da bola rolar para ABC e Bahia, soltei os “cachorros” para cima do técnico Sérgio Soares quando vi a escalação com Alexandro no lugar do Maxi Biancucchi. Procurei respostas para tentar entender o que se passa pela cabeça do treinador para tirar o vice-artilheiro do time e colocar um centroavante fora de forma. Soares explicou: “A gente quer ter um homem de referência dentro da área”. Mesmo assim, não concordei, e critiquei bastante a mudança, assim como boa parte da torcida. E não é que o cara resolve calar os críticos?!

ABC e Bahia era o típico jogo com cara de 0 a 0. O time potiguar entrou em campo buscando o primeiro triunfo em casa na Série B, enquanto o tricolor, que havia vencido apenas uma vez longe de Salvador, buscava apagar a fama de time “caseiro” e retornar ao G-4. O primeiro tempo não foi um primor de técnica. Muitos passes errados, faltas cometidas e chutões. O zagueiro Leonardo Luiz, inclusive, conseguiu a proeza de mandar a bola para fora do Frasqueirão. 


Melhor para Esquadrão que, sem fazer esforço, aproveitou as chances que criou e foi para o intervalo com um placar “confortável”. Alexandro, de cabeça, após cobrança de falta de Eduardo, abriu o marcador aos 28 minutos. E Souza “Ferrugem”, aos 43, fez o segundo em chute de fora da área que “beijou” a trave antes de encontrar as redes. A novidade da noite foi a estreia do lateral-esquerdo Vítor Costa, mais um garoto formado na base, um pouco nervoso e tímido, o que é normal, mas sem comprometer.

O Bahia voltou para o segundo tempo com Rômulo na vaga do meia Eduardo, que sentiu a coxa. Na primeira chance, o jogador aumentou o marcador. Tony conseguiu acertar cruzamento com efeito na cabeça de Alexandro, que desviou e Rômulo, sem goleiro, completou para as redes. 3×0 na conta. O Tricolor continuou mandando no jogo e o placar poderia ser ainda mais largo se a trave não parasse cabeceio de Alexandro e o atacante Kieza não esbarrasse em Saulo cara a cara com o goleiro. Parecia até que jogávamos em casa. 

Com o triunfo encaminhado aos 30 minutos, a torcida ABCedista  começou a deixar o estádio, enquanto a nação tricolor que compareceu em bom número ao Frasqueirão fazia a festa nas arquibancadas. O time potiguar até tentou pressionar em busca do gol de honra, mas também parou no travessão. Marcílio ainda perdeu um gol incrível mandando para fora frente a frente com Douglas Pires, que pouco trabalhou no jogo. Como diria Milton Leite: “Que fase do ABC!”. Satisfeito com o placar, o Bahia apenas tocou a bola e administrou o bom resultado. Não foi uma partida espetacular, ainda mais pela fragilidade do adversário, mas o triunfo foi essencial para o Esquadrão que mostrou hoje mais comprometimento e eficiência, voltou a vencer, espantou a má fase, apagou a fama de time “caseiro” e de quebra assumiu a vice-liderança provisória da Série B.

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