Acabou o amor com esse time de Marcelo Santana

O time do Bahia se perdeu. Com a saída de Titi da defesa, com a dispensa de Léo Gamalho, e com  dispensa do lateral Tony, muito criticado pela torcida, o time perdeu visivelmente força em todos os seus setores. Os jogadores que chegaram não conseguiram sequer manter o nível dos antecessores, e o tricolor cai ladeira abaixo. Muitos tem culpa, poucos vão assumir que erraram. O presidente precisa vir a público!

Assim, o futebol com esses componentes humanos se sobressaem sobre a técnica, pois o mesmo Gamalho, que não vinha fazendo gols no Bahia, foi para o Avaí e em 2 jogos fez 4 gols no campeonato de série “A”. Parece plausível, então, discutirmos a quem dirigir as críticas nesse momento com esses resultados seguidos de empates. O time parece abatido, nervoso e sem oferecer resistência aos adversários.

O lado emocional pode ser trabalhado nos jogadores, mas as escolhas infelizes da direção e comissão técnica do Bahia são irreversíveis. O Bahia de Marcelo Santana peca agora em novos erros, ao mesmo tempo que se assemelha as gestões passadas quando se desfez de Bruno Paulista, justificando necessidades financeiras. Essas necessidades financeiras ainda prejudicam o Bahia por causa das gestões temerárias da época da ditadura no tricolor.

O momento já não cabe qualquer otimismo. O pessimismo tomou conta da torcida, pois não se ganha jogo mais com tradição. A pressão em jogadores medianos normalmente não são suportadas e eles acabam pedindo para sair do clube. Esse trabalho de recuperação dos jogadores, talvez, precise ser repensado. Não havia quem duvidasse da qualidade de Gamalho, mas visivelmente abatido não conseguia desenvolver seu melhor futebol. Qual a razão? Gamalho foi boicotado pelos próprios companheiros?

Não vou especular sobre a necessidade da saída de Bruno e Titi. Não temos como mensurar as dificuldades também do Bahia para manter Kieza. Hoje, não temos dúvida que esses jogadores foram fundamentais para o sucesso do tricolor no primeiro semestre, haja vista que os recém-chegados não agradaram. Então, por que não usar outra vez a base com outros jogadores mais experientes como Pittoni.

Não resta dúvida que Jacó é melhor que a má-fase de Alexandro, e que Adriano Apodi é melhor que os outros laterais. Minha escalação para o próximo jogo, então, teriam essas mudanças, Pitoni, Zé e Jacó seriam titulares, mas tudo vai depender da cabeça de um técnico que mostra insatisfação com seu próprio trabalho. Sérgio Soares é um cidadão honesto, um trabalhador exemplar, mas está faltando algo que ele não sabe mais identificar com o elenco que possui para corrigir os erros do time.

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