Futebol é uma benção.. eu acredito, Bahêa!

O futebol é uma benção. São raros os momentos em que cometemos erros em sequência e a vida nos dá uma segunda chance antes de pagarmos por esses erros. Este é o caso do Esporte Clube Bahia que em apenas cinco dias foi do céu ao inferno e pode fazer o caminho inverso novamente. Sem aquele espírito de final, fomos castigados e perdemos para o Ceará em plena Fonte Nova no jogo de ida da Copa do Nordeste, numa infelicidade do goleiro Jean.

A derrota abalou, o time sentiu, entrou em campo no domingo inseguro, desnorteado, disperso, displicente, e levamos um “sacode” do Vitória da Conquista. Resultado normal, placar imprevisível e inaceitável, mas justo pela supremacia e o futebol apresentado pelo Bode. Aliás, 3 a 0 foi pouco, se Tatu tivesse o pé um pouco menos torto, a “balaiada” seria maior.

Nos dois últimos duelos, o time do Bahia foi uma das coisas mais frígidas que vi, sem alma, sem ambição e com muito estrelismo, o oposto ao extremo do estereótipo daquela equipe que goleava, saía atrás no marcador e ia buscar o resultado, que dava prazer ver jogar.

Agora, não adianta lamentar e procurar culpados ou tentar entender o que aconteceu, até porque é quase impossível entender o que aconteceu. É contestável, mas óbvio que o roteiro que começa a despertar uma desconfiança de um final trágico e infeliz pode mudar novamente e alternar do inferno ao céu. 

O jogo de quarta contra o Ceará pode influenciar diretamente no psicológico do time para partida de volta contra o Conquista. Se vencermos os cearenses e conquistarmos o título do nordeste, domingo teremos casa cheia, apoio da torcida e time motivado para buscar o título baiano. Se acontecer o inverso, a história já muda completamente. 

Para alguns, futebol é apenas um bando de caras que corre, chuta, cabeceia e marca gols. Mas vai muito além, há o lado mental muito forte. Acreditar e ter fé faz parte do título. Só ganha quem acredita que pode ganhar. É exatamente por saber que o impossível não existe no futebol, e por várias vezes já vivenciamos isso. EU ACREDITO, BAHÊA! 

Fellipe Costa  

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