Bahêa 1×0 Globo-RN: Sofrido, sofrível, mas vencível

Em busca da classificação antecipada para segunda fase da Copa do Nordeste, o Bahia, ainda invicto na competição, entrou em campo para encarar o Globo-RN, na Arena Fonte Nova, jogo válido pela quarta rodada no torneio regional.    

     

Com a bola rolando, o Bahia começou a partida sufocando o Globo, com troca de passes envolventes conseguia chegar com facilidade na área do time adversário, principalmente pela direita com o lateral Tony que tinha total liberdade para atacar.

Logo aos 3 minutos, gol anulado de Maxi. Era prova de que o Bahia queria jogo. Quando não foi o juiz que atrapalhou, foi a trave, e novamente com o argentino que, após a bobeira da zaga adversária, raspou a cabeça na bola e acertou o poste. O tricolor criava, mas esbarrava na velha deficiência de sempre: transformar as chances em gol.

Aos 18 minutos, Tony cruzou da direita e Kieza mandou um balaço de primeira, mas o goleiro Rafael no susto impediu o primeiro gol do tricolor da boa terra. O Bahia criava bem, tocava a bola com facilidade, chegava com perigo, mas pecava na finalização. Pense num time ruim de fazer gol. 

Depois da pressão inicial, o Bahia cansou e o Globo conseguiu equilibrar a partida, fechando os espaços e dificultando a saída de bola do tricolor. Aos 31, Jeanzinho trabalhou pela primeira vez na partida. Marcel arriscou da entrada da área e o goleiro se esticou todo para evitar o gol. 

Na segunda etapa, Willans voltou no lugar do atacante Léo Gamalho, totalmente apagado em campo no primeiro tempo, pensei até que tinha ficado no vestiário. A alteração parece não ter surtido efeito e aos 13 minutos o técnico Sérgio Soares mexeu novamente, colocando o meia Rômulo no lugar de Bruno Paulista. 

Aos 16 minutos, o lance que poderia mudar a história do jogo. Rômulo invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Rafael. Pênalti claríssimo, mas, além de não marcar a penalidade o juiz ainda puniu o meia por simulação, para revolta da torcida e dos jogadores do Bahia.  

O técnico Sérgio Soares colocou o atacante Zé Roberto, deixando o time com um meia de armação e quatro atacantes. Em busca do gol, o Bahia se lançava ao ataque, mais na base da vontade do que da organização tática, e sofria com os contra-ataques do Globo. Era tudo ou nada, como diz o proverbio “Quem não morre, não vê Deus”.  

E aos 32 minutos, veio o alívio, o grito de gol que estava engasgado na garganta da nação tricolor. Zé Roberto, que tinha acabado de entrar, roubou a bola pela direita e cruzou para Rômulo encher o pé de primeira e estufar as redes do goleiro Rafael. Jogada tramada por dois jogadores da base, mostrando seu valor.

Zé Roberto entrou com apetite e aos 35 minutos teve a chance de se consagrar e fechar o caixão mas, inacreditavelmente, conseguiu finalizar para fora após driblar o goleiro Rafael. Mesmo com o placar favorável, o Bahia foi para cima do Globo e  teve chances de aumentar o marcador, mas para quem não tava conseguindo fazer um, 1 a 0 é goleada. 

Final de jogo: Bahia 1×0 Globo-RN. Mais um triunfo na conta, Tricolor invicto na competição, melhor campanha do Nordestão e classificação mais que encaminhada. 

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