Galicia 0 x 5 Bahia – tricolor avança para as semifinais

Neste domingo, o Bahia deu o pontapé inicial na fase de mata-mata do Campeonato Baiano contra o Galícia, fase perigosa que não permite vacilos, revivendo mais uma decisão do histórico “clássico das cores”. Campeão dos Campeões Vs. Demolidor de Campeões. E uma dúvida me atormentava antes da partida, mesma dúvida do meu amigo Dalmo Carrera, torcedor tricolor mais ‘otimista’ que já conheci. Risos.

Qual o Galícia que irá enfrentar o Bahia? Aquele que empatou com o Vitória jogando sempre na retranca ou o Galícia aventureiro e ousado que esquecendo-se das sua limitações foi para cima da Jacuipense e tomou 4 a 1. Bola rolando, e logo percebi que o Azulino veio mesmo para segurar o empate, bem fechado, tentando surpreender nos contra-ataques.    

O Bahia entrou na partida concentrado, sem afobação, trocando passes com facilidade e sufocando o Galícia, que armou um ferrolho, jogo com o mesmo estilo da partida anterior, contra o CRB. Mas, desta vez, o Esquadrão soube aproveitar a superioridade técnica. Aos 19 minutos, Kieza recebeu de Maxi na esquerda e não perdoou, abrindo o placar no Estádio de Pituaçu, para vibração da nação tricolor ao coro de “Ôôôô fica Kieza!”.

Na segunda etapa, o Bahia não se apegou a vantagem e foi para cima. Aos 3 minutos, quase o volante Souza fazia o seu primeiro gol com a camisa tricolor, em um belo chute de fora da área, espalmado pelo goleiro Dida. Aos 6, Tiago Real fez o que se espera dele. O meia arriscou da entrada da área e contou com a sorte, desvio na zaga, para ampliar o marcador. 

O Bahia continuou com a mesma pegada e não deixou o Galícia respirar. Aos 17, Tiago Real bateu colocado de fora da área para marcar o segundo dele na partida e o terceiro do Esquadrão. Gols para calar a boca da mídia baiana (não generalizando) que tanto critica o jogador, atualmente um dos atletas mais importantes taticamente para equipe, agregando muito na marcação e ligação defesa/ataque.

Cabia mais. Aos 24 minutos, Léo Gamalho foi derrubado dentro da área. Pênalti para o Bahia, batido e convertido pelo “Samurai Tricolor”. Não perca a conta, 4 a 0. Mesmo com o placar tranquilo, o ousado Sérgio Soares não quis saber de retranca e sacou Maxi e Léo Gamalho para as entradas de Willans e Zé Roberto. 

O Bahia seguiu pressionando até os minutos finais, e para fechar a goleada com chave de ouro, veio o quinto. Na cobrança de escanteio, o xerifão Titi subiu mais alto e mandou para o fundo das redes. Final de jogo: Galícia 0 x 5 Bahia. Exibição de gala, triunfo convincente e classificação mais que encaminhada para semifinal do Baianão, rumo ao bicampeonato baiano, para alegria da nação tricolor de São Miguel das Matas.

Fellipe Costa

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