Bahia 2 x 0 Catuense: tricolor perde um caminhão de gols

Bahia x Catuense, jogo para
se reabilitar no campeonato e ir para o Bavi com motivação extra. Ciente da
necessidade e obrigação de vencer a partida, o técnico Sérgio Soares mudou
bastante o time, e sobrou para os garotos da base. Rômulo e Bruno Paulista
deram lugar a Souza, estreante da noite, e Maxi Biancucchi.

Na zaga, outra grata surpresa,
o zagueiro Thales entrou na vaga do experiente Chicão, poupado para o clássico
de domingo. No gol, quando todos esperavam a estreia de Douglas Pires em 2015,
Sérgio Soares surpreende e deixa o jovem Jean de titular.

Com a bola rolando, a
Catuense teve a primeira chance de abrir o placar, aos 4 minutos. A defesa
tricolor comeu mosca e deixou Robert livre, mas o atacante mandou para fora
cara a cara com Jean. Depois disso, só deu Bahia. Aos 15 minutos, em boa jogada de Maxi,
Tony recebeu e cruzou na medida para Léo Gamalho, e o atacante livre, sem marcação, mandou por cima
do gol. Estava esquentando o primeiro gol do “Ibra do Nordeste”.

Aos 19, mais uma boa chance para o Esquadrão. Kieza recebe ótimo passe na grande área e chuta em cima do gol. O Bahia era muito superior na partida e merecia o gol, e aos 24 minutos, para alivio da nação, ele saiu. A defesa da Catuense saiu jogando errado, Kieza aproveitou e serviu na medida para Léo Gamalho que só teve o trabalho de dominar e mandar para o fundo das redes. Finalmente o atacante desencantou, e em em ‘slow motion’.

O trio de ataque estava inspirado, criando boas jogadas de contra-ataques se aproveitando dos erros da Catuense na saída de bola. Aos 30 minutos, outra chance desperdiçada, dessa vez com o argentino Maxi, que recebeu ótimo lançamento, invadiu a área e mandou por cima do gol. Aos 33, até pareceu replay, Léo Gamalho aproveitou outro erro de passe da defesa, avançou e mandou uma bomba, nas arquibancadas.

Aos 34, Kieza descolou ótima passe para Souza na esquerda e disse “faz o seu”. O volante tinha tudo para marcar o primeiro com a camisa do Bahia, mas, mandou longe do gol sem marcação. Parecia até treino de ataque contra defesa. Aos 36, foi a vez do próprio Kieza fazer o dele, mas a bola saiu tirando tinta da trave. FESTIVAL DE GOLS PERDIDOS NA ARENA!

Quando eu já ia falando “vão repetir o mesmo erro da partida anterior, quem não faz..”, o Bahia marca o segundo. Aos 40 minutos, Léo Gamalho, retribuindo a gentileza, serviu o atacante Kieza que mandou um balaço de primeira da marca do pênalti para estufar as redes da Catuense. E o tricolor queria mais, dois minutos, em cobrança de escanteio, Kieza cabeceou forte e o goleiro Éneas defendeu à queima roupa. 

Fim de primeiro tempo, jogo bom de ver, bem diferente dos jogos anteriores. Time ofensivo, mas compacto atrás, com Souza fazendo a ligação defesa/ataque, e os atacantes Maxi, Kieza e Léo Gamalho entrosados, com fome de gols. Logo aos 3 minutos da segunda etapa, Maxi quase deixa o dele, mas parou no goleiro Éneas.

O Bahia continuou com a mesma pegada do primeiro tempo, tinha espaço para jogar e criava muito, mas perdia a maioria das chances. Faltava calibrar a pontaria. Aos 9, Souza, de peixinho, mandou para fora. Aos 11, Léo Gamalho se livrou da marcação e buscou o cantinho, a bola saiu tirando tinta. Com o triunfo garantido, o volante Souza, estreante da noite, saiu de campo aplaudido para entrada do meia Rômulo.

Jogo com cara de treino, o Bahia continuava perdendo gols. Léo Gamalho cruzou para Kieza, que tentou de letra, na sobra Maxi por pouco não consegue marcar o dele. Aí Sérgio chama Zé Roberto no banco, a torcida não satisfeita vaia o treinador, que logo após muda o que seria a mudança e coloca Bruno Paulista em campo no lugar de Maxi. E as vaias da torcida se transformaram em aplausos.

           

Mesmo perdendo, a Catuense não assustava o Bahia, e o goleiro Jean pouco trabalhava na partida. A torcida tricolor permanecia impaciente com a quantidade de chances desperdiçadas, e a Catuense até tentou colocar lenha na fogueira, aos 44, mas o juiz anulou o gol marcado de Jaílson alegando impedimento. 

Fim de jogo, Bahia 2×0 Catuense, a cara do técnico Sérgio Soares após o apito final era de poucos amigos, apesar do triunfo. O time teve, no mínimo, umas quinze chances claras de gol, e poderiam ter saído com uma goleada. Mas, no final das contas, o importante são os três pontos, e agora é repetir a boa atuação desta quarta no Bavi de domingo, mas com o pé calibrado dessa vez.    

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